Países pobres são incapazes de cobrir déficit de mão-de-obra

REUTERS

REUTERS - Trabalhadores de países pobres não têm capacitação para suprir a crescente falta de pessoal em países ricos para funções que variam de encanador a médico, de acordo com um relatório do Banco Mundial divulgado nesta segunda-feira.

O banco de financiamento internacional pediu que os governos olhem além da atual crise econômica e financeira e comecem a coordenar programas de treinamento internacional para preencher o déficit de trabalhadores que acontecerá nas próximas décadas.

- O treinamento para o mercado de trabalho global de 2030 e depois precisa começar agora - disse Leila Zlaoui, principal autora do relatório, que pede uma cooperação maior entre as regiões com excesso e déficit de trabalhadores visando aperfeiçoar a educação e facilitar a migração.

O envelhecimento da população, a queda das taxas de fertilidade e o aumento da longevidade devem reduzir a força de trabalho de regiões como a Europa, a América do Norte e a China em 215 milhões de trabalhadores entre agora e 2050, de acordo com o relatório.

O estudo projeta ainda um aumento de mais de 500 milhões de trabalhadores em outras regiões do mundo, incluindo o Oriente Médio e o norte da África.

Treinar profissionais, desde encanadores até médicos, leva de 15 a 20 anos, mas as regiões que terão excesso de trabalhadores no futuro não tem conhecimento para treinar essas pessoas, de acordo com a autora do relatório.

- O que está claro é que o Oriente Médio e o norte da África continuam, infelizmente, lentos em termos de obtenção de educação - disse Zlaoui numa entrevista coletiva, em Bruxelas, para apresentar o relatório.

O documento propõe ainda a cooperação entre as regiões para facilitar a integração dos trabalhadores estrangeiros nos países que os recebem, além do melhor uso das redes de imigração existentes e o acesso mais fácil ao ensino dos idiomas.