Berlim duvida da boa vontade da Suíça e Áustria sobre sigilo bancário

Agência AFP

BERLIM - O governo alemão viu nesta segunda-feira motivos para desconfiar do compromisso da Suíça e da Áustria de aplicar à risca os padrões da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos) em termos de transparências fiscal e, portanto, pediu que a comunidade internacional mantenha a pressão contra o sigilo bancário.

Vários países que aplicam o sigilo bancário, como Suíça, Áustria e Liechtenstein, se mostraram dispostos semana passada a dar sinais de transparência, em resposta à pressão dos países do G20 que querem acabar com esta prática depois da explosão da crise financeira global.

No entanto, as declarações feitas este fim de semana pela Suíça e pela Áustria "lançaram dúvidas sobre a vontade real de adotar sem restrições os padrões da OCDE", destacou em um comunicado o ministério alemão das Finanças.

O ministério critica especialmente o fato de estes países condicionarem a suspensão do sigilo bancário à existência de suspeitas fundadas sobre uma fraude fiscal.

- A pressão política deve ser mantida pela comunidade internacional- destacou o comunicado.