Amorim: diversificar parceiros deixa País menos vulnerável

Agência Brasil

NOVA YORK - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta segunda-feira que a opção brasileira de diversificar seus parceiros comerciais ajuda a deixar o País menos vulnerável no momento de crise. Mas ressaltou que esse posicionamento não enfraquece o relacionamento com parceiros de longa data.

- O fluxo comercial entre Brasil e Estados Unidos duplicou em seis anos e as exportações brasileiras para os norte-americanos cresceram mais do que as de todos os países que têm acordos de livre comércio com os Estados Unidos - disse o chanceler.

A estatística, segundo Amorim, enfraquece a tese de que o Brasil esteja perdendo espaço ao buscar mercados menos convencionais, como a América Latina, África e Oriente Médio. O ministro também rebateu críticas de que a aproximação com a África não tenha trazido benefícios econômicos ao país.

- Desde 2003, o comércio com a África passou de U$ 5 bilhões para U$ 26 bilhões anuais. Se a África fosse um país, já seria o quarto parceiro comercial do Brasil - disse o chanceler.

Amorim foi o último dos ministros, que acompanham o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em viagem aos Estados Unidos a falar no seminário sobre oportunidade de investimentos no Brasil. E aproveitou para defender a retomada da Rodada Doha - negociação de novas regras para o comércio mundial iniciada em 2001, no Catar, inconclusa até hoje.

- Os EUA não precisam ter receio de Doha. A rodada não é um grande acordo de livre comércio, mas uma mudança de regras para melhorar para todos. Visa, principalmente, chegar à eliminação de subsídios, implementar um sistema livre de cotas e tarifas para os países pobres e o reforço do sistema multilateral, que fortalece, inclusive, a paz - explicou Amorim.