Venda atinge nível recorde de baixa no RJ

SÃO PAULO, 9 de março de 2009 - As vendas da indústria do Rio de Janeiro recuaram 8,4% sobre dezembro e 19,7% em relação a janeiro de 2008, atingindo o nível mais baixo registrado na série história da pesquisa Indicadores Industriais da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). A forte redução nas exportações do setor de refino, combustível nuclear e álcool explica boa parte da queda.

Os setores que registraram as maiores retrações foram Material Eletrônico e Comunicação (-89,6%), devido à grande concentração de conclusão de encomendas em dezembro para algumas estatais; Edição e Impressão (-51,5%), em função da forte redução de pedidos por parte do Governo; e Refino, Combustível Nuclear e Álcool (-50%), em decorrência da queda das exportações. Em contraste, as altas mais expressivas foram em Máquinas e Equipamentos (+51,78%), Máquinas, Aparelhos e Material Elétrico (+47,88%) e Veículos Automotores (+27,86%).

As horas trabalhadas caíram 2,1% em relação a dezembro e 6% na comparação com janeiro de 2008, sugerindo baixo nível de atividade no mês e perspectivas de baixa produção devido aos efeitos da crise internacional. A utilização da capacidade instalada retomou a tendência de alta, chegando a 78,2%, acima dos 76,8% registrados no mês anterior, o que pode representar estoques em baixa.

No mercado de trabalho, a pesquisa mostra redução de 1,3% do pessoal ocupado em relação a dezembro. É a maior queda observada nos últimos 60 meses e um retorno aos patamares de maio de 2008. Além disto, 10 de 16 setores realizaram demissões, justificadas pela necessidade de reduzir a produção. Frente a janeiro de 2008, a variação do emprego foi negativa em 2%.

´Os resultados da pesquisa confirmam o viés de redução da produção industrial neste início de 2009, já em reflexo dos impactos da crise internacional. Fatores como a taxa elevada de juros básicos e a falta de reformas estruturais, em especial a Tributária e a Previdenciária, dificultam a retomada do nível de atividade´, afirma a diretora de Desenvolvimento Econômico da Firjan, Luciana de Sá.

(Redação - InvestNews)