Transação da família Safra foi negativa

SÃO PAULO, 9 de março de 2009 - A Ativa avaliou como negativo o exercício do direito de venda conjunta realizado pela família Safra, em relação a sua participação de 28% no capital votante da Aracruz, nas mesmas condições acertadas com a família Lorentzen, Moreira Salles e Almeida Braga (por R$ 2,710 bilhões).

Por outro lado, a corretora afirma que a transação já era esperada pela Votorantim Celulose e Papel (VCP) e pelo mercado diante do valor da oferta e da dificuldade de se mudar o contrato de aquisição, a partir das perdas significativas que a Aracruz sofreu com derivativos no ano passado.

De acordo com o relatório da corretora, vencidas as etapas do aumento de capital, a VCP terá entrada de caixa próxima de R$ 3 bilhões, sendo que o pagamento às famílias será escalonado até meados de 2011.

"Considerando o cronograma inicial apresentado para o processo, inclusive a incorporação dos acionistas da Aracruz, mudança do estatuto para novo mercado, acreditamos que todas as etapas sejam fechadas no início do segundo semestre de 2009", afirmou o documento.

Em paralelo a esse processo de reestruturação societária, a VCP terá o grande desafio de efetivar os ganhos de sinergia com a incorporação da Aracruz num cenário desafiador para o mercado de celulose.

"Apesar da enorme queda acumulada nos preços das ações de VCP e da Aracruz em 2009, continuamos desconfortáveis com as perspectivas para o setor no curto prazo, com o elevado nível de alavancagem da nova empresa e com os riscos de todo esse processo de reestruturação societária", concluiu a Ativa.

(Redação - InvestNews)