Plantio de feijão 1ª safra cresce 9%

SÃO PAULO, 9 de março de 2009 - O plantio do feijão 1ª safra foi confirmado em 1,43 milhão de hectares, de acordo com levantamento da safra de grãos da Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab). O resultado representa um crescimento de 9,2% sobre o obtido em 2007/08.

Segundo a Conab, os preços estimulantes ao produtor, aliados ao reajuste de 65,2% no preço mínimo oficial, que entrou em vigor no início desta safra, fixado em R$ 80 a saca de 60 kg foi responsável por esse acréscimo. 'Se na safra passada o feijão perdeu área para outras culturas, desta vez os produtores voltaram a apostar no produto', indica o estudo.

Na pesquisa realizada pela Conab, foi registrada uma produção de 1.390,3 mil toneladas, 11,8% maior que na safra anterior. A queda ocorrida no Paraná e Santa Catarina foi compensada pelos ganhos expressivos na produção, registrado em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Piauí, garantindo o crescimento.

Em Minas Gerais, as lavouras estão praticamente colhidas, com boa qualidade do produto. Houve acréscimo de 17,2% na produtividade em relação à safra anterior. Sobre o atraso e a irregularidade das chuvas no início da safra de verão, a Conab afirma que as condições climáticas continuam sendo consideradas excelentes para a cultura nas diferentes regiões produtoras em Minas Gerais.

'A partir de meados de dezembro, chuvas regulares intercaladas com períodos de sol e temperaturas elevadas favorecem o desenvolvimento da lavoura em seus diferentes estágios', revela o estudo. Temporais deixaram diversos municípios mineiros em estado de emergência, principalmente nas regiões Central, Zona da Mata e Sul de Minas, mas os maiores prejuízos se concentraram nas áreas urbanas.

O levantamento aponta que as chuvas na colheita tem sido amenizadas por curtos períodos ensolarados, que permitem a manutenção da produtividade esperada das lavouras e da qualidade do produto colhido, compensando de parcialmente, eventuais perdas decorrentes da menor aplicação de fertilizantes, observada na época do plantio, em razão do alto custo destes insumos.

(Redação - InvestNews)