Notícias vindas do setor bancário centram atenções

SÃO PAULO, 9 de março de 2009 - O setor bancário mundial volta a ser o centro das atenções nesta segunda-feira. Além disso, novas previsões quanto ao cenário futuro macroeconômico corroboram com as preocupações dos investidores. Há pouco, o Ibovespa com vencimento em abril registrava desvalorização de 0,56%, aos 37.290 pontos, nas negociações futuras da BM&FBovespa.

Na última sexta-feira, a bolsa brasileira marcou queda de 0,71%. "Depois das perdas de 2,69% na véspera, o Ibovespa chegou a ameaçar uma recuperação durante boa parte do dia, se descolando do pessimismo externo fomentado por dados do emprego nos EUA, mas sem sucesso", segundo relatório da Coinvalores.

O nervosismo aumentou neste final de semana, quando o Banco Mundial (Bird) revelou que a economia mundial sofrerá a primeira retração desde a Segunda Guerra Mundial. O organismo ainda advertiu que as instituições internacionais não poderão financiar a falta de crédito e ressaltou que os países em desenvolvimento enfrentarão neste ano um déficit de financiamento de US$ 270 bilhões a US$ 700 bilhões.

No âmbito corporativo duas notícias divulgadas durante o final de semana devem mexer com o humor dos investidores nesta segunda-feira. O governo britânico anunciou, no sábado, que garantirá 260 bilhões de libras (US$ 366 bilhões) em ativos podres do Lloyds Banking Group. Em contrapartida, o governo aumentará sua participação no capital da instituição para 65%, ou 77% se forem consideradas as ações preferenciais, enquanto que Lloyds se compromete em aumentar em 28 bilhões de libras (US$ 39,49 bilhões) o volume de crédito à pessoa física e jurídicas nos próximos dois anos.

A outra notícia diz respeito ao recém nacionalizado Fortis. O governo belga e o BNP Paribas, fecharam um acordo para a aquisição da instituição financeira. O BNP Paribas ficaria com 75% do Banco Fortis, segudo informações do próprio governo belga.

Por aqui, os investidores devem repecutir os resultados da Petrobras, divulgados na sexta-feira, após fechamento do mercado. A estatal petrolífera registrou lucro líquido consolidado recorde de R$ 33,9 bilhões (sem ajustes da Lei 11.638) em 2008, montante 57,6% maior se comparado aos R$ 21,5 bilhões apresentados em 2007.

(Vanessa Correia - InvestNews)