InBev amplia meta de sinergia e corta planos de investimento

REUTERS

BRUXELAS - A Anheuser-Busch InBev, maior cervejaria do mundo, aumentou sua meta de sinergias por fusão e cortou planos de investimentos depois de divulgar resultado melhor que o esperado para o quarto trimestre.

A companhia, formada pela aquisição da norte-americana Anheuser-Busch por 52 bilhões de dólares no ano passado, prevê agora que poderá obter sinergias de 2,25 bilhões de dólares, ante uma meta anterior de pelo menos 1,5 bilhão de dólares ao longo de três anos.

A empresa informou que conseguiu obter 250 milhões de dólares em 2008 e que para 2009 o objetivo é de 1 bilhão de dólares, com o restante das sinergias sendo obtidas em 2010 e 2011.

A cervejaria teve alta de 5,3 por cento na geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), para 1,72 bilhão de euros (2,16 bilhões de dólares).

Uma pesquisa da Reuters com 16 analistas esperava em média 1,57 bilhão de euros.

O volume caiu 1,8 por cento, apesar de subir na América do Norte e no sul da América Latina, principalmente na Argentina. A receita total cresceu 4,2 por cento, para 5,25 bilhões de euros, contra expectativa média de 4,95 bilhões.

A AB InBev informou que espera investimento em 2009 de 1,4 bilhão de euros, 800 milhões de euros menos que em 2008.

O vice-presidente financeiro da AB InBev, Felipe Dutra, informou que os fundamentos da companhia continuam fortes e que as margens devem crescer este ano diante de políticas de preços e volumes atualmente estáveis. O mercado de cerveja é resistente à crise, mas não imune à ela.

- O que acontece é que as pessoas trocam destilados e vinho por cerveja, mas não necessariamente de cerveja para água- afirmou o executivo em teleconferência.

A companhia informou que o custo de vendas por hectolitro subiu 9,1 por cento em 2008, acima da expectativa da empresa de 5 a 6 por cento. O presidente-executivo do grupo que inclui a brasileira AmBev, Carlos Brito, e a maior parte dos executivos do conselho de administração não receberão um bônus.

- Falhamos muito em cumprir nossas metas. Não temos desculpas- afirmou Dutra.

Dutra informou que a empresa continua comprometida em vender 7 bilhões de dólares em ativos não centrais.