Setor automotivo tem pior mês nos EUA em mais de 25 anos

SÃO PAULO, 4 de março de 2009 - O mês de fevereiro foi o pior para o setor automotivo norte-americano em mais de 25 anos. Em todo o mês, a General Motors comercializou apenas 127.296 veículos em solo americano, quase 53% a menos que em fevereiro de 2008. A Ford, por sua vez, teve queda de 48% nas vendas.

Mas a crise não atingiu apenas as montadoras norte-americanas: a japonesa Toyota, que no ano passado tirou da GM o título de líder mundial do setor, vendeu 37,3% menos unidades. As fabircantes Honda, Nissan, BMW e Daimler acompanharam a tendência, que quedas de 35,4%, 37,1%, 37,4% e 20,6%, respectivamente.

Ao todo, o setor automotivo dos EUA perdeu mais de 40% de sua demanda, como previam analistas do setor, o que deve se traduzir em vendas de nove milhões de veículos ao longo de 2009.

A única empresa que resistiu ao baque de fevereiro foi a sul-coreana Hyundai, cujas vendas em relação ao mesmo mês do ano passado caíram apenas 1,5%, em parte devido a um inovador programa que permite a inadimplentes devolver os veículos que tentaram comprar.

O vice-presidente de vendas da GM na América do Norte, Mark LaNeve, disse que os números de fevereiro indicam que o mercado automobilístico "continua sendo duro e difícil", mas que "é instrutivo ver algumas altas em volume e rotatividade nas concessionárias" em comparação com o mês anterior.

A Honda, por meio de Dick Colliver, seu vice-presidente-executivo de vendas, disse esperar que "as vendas comecem a subir" nos próximos meses e "à medida que a economia se fortalecer".

Mas Emily Kolinski, uma das principais analistas de mercado da Ford, comentou que os números de fevereiro revelam que os consumidores estão longe de abrir seus bolsos para comprar novos veículos. "O que implica que ainda não chegamos ao fundo do poço e afasta esse fundo para um ponto que ainda não está determinado", disse numa conferência telefônica.

(Redação com agências internacionais - InvestNews)