Indicadores norte-americanos mexem com ânimos

SÃO PAULO, 4 de março de 2009 - Os indicadores econômicos norte-americanos programados para hoje devem dar tom aos negócios desta quarta-feira. Há pouco, o Ibovespa com vencimento em abril registrava valorização de 2,35%, aos 37.770 pontos, nas negociações futuras da BM&FBovespa.

"Ontem, após despencar na abertura de março, a bolsa brasileira consegue escapar do cenário negativo de fora e fechar com leve valorização de 0,64%. O desempenho das ações da Vale e do setor imobiliário ajudaram a descolar o Ibovespa da pressão externa", segundo relatório da Coinvalores.

Já para hoje estão previstas as divulgações da atividade do setor de serviços norte-americano e o Livro Bege - relatório elaborado pelos doze escritórios regionais do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) tido como um balizador para as reuniões de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), dos Estados Unidos.

Mas o indicador que mais deve repercutir entre investidores é relatório de empregos do setor privado, referente a fevereiro. O setor fechou 697 mil postos de trabalho no mês passado, quando comparado com o mês anterior. Os números de janeiro foram revisados para baixo passando de 522 mil vagas perdidas para 614 mil, o que significa uma perda de 92 mil frente à medição anterior. Era esperada a extinção de 620 mil postos de trabalho em fevereiro.

Além disso, novas notícias envolvendo grandes empresas também preocupa. As montadoras Honda, Nissan e Mazda anunciaram nesta quarta-feira que pensam em pedir ajuda ao governo japonês para enfrentar a queda nas vendas. As três empresas se uniriam à Toyota, maior montadora do mundo, cuja unidade financeira já solicitou dinheiro público para ajudar a superar a contração do crédito que prejudica a obtenção de recursos nos mercados financeiros.

No continente asiático, o governo chinês deve anunciar amanhã um novo plano de estímulo econômico, informou Li Deshui, ex-presidente do Departamento de Estatísticas, sem especificar o montante envolvido no novo pacote. De acordo com as agências internacionais, o governo pode dobrar seus gastos públicos depois que o crescimento desacelerou e chegou ao seu pior nível dos últimos sete anos. A China deve aumentar os investimentos públicos, além de aplicar recursos na ampliação da rede de proteção social na tentativa de manter a estabilidade social, de acordo com o Partido Comunista Chinês (PCC).

(Vanessa Correia - InvestNews)