Ex-ministro da Suíça será novo presidente do conselho do UBS

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ZURIQUE - O ex-ministro das Finanças da Suíça, Kaspar Villiger, vai substituir Peter Kurer na presidência do conselho do UBS, completando a renovação do alto escalão da instituição financeira.

Os investidores receberam bem a notícia desta quarta-feira, anunciada após a nomeação na semana passada do ex-diretor do Credit Suisse Oswald Gruebel como presidente-executivo do UBS. A interpretação é que o banco poderá resolver a questão fiscal com os Estados Unidos e recuperar sua reputação como maior gestor de fortunas do mundo.

As ações do UBS subiam 2,33 por cento às 9h40 (horário de Brasília), se destacando no índice do setor bancário europeu. A ação do banco já se valorizou mais de 15 por cento desde a nomeação de Gruebel.

- O banco parece muito mais forte agora, ele tem um presidente-executivo forte (Gruebel) e um presidente do conselho não manchado pela investigação sobre impostos (dos EUA)- disse Teresa Nielsen, analista da Vontobel.

Kurer se manteve na presidência do conselho por menos de um ano, período em que o UBS enfrentou desvalorização de 70 por cento de suas ações, foi resgatado pelo governo e envolvido em uma investigação fiscal nos EUA que ameaça comprometer o sigilo do banco suíço.

Como ministro das Finanças, Villiger foi um grande defensor do sigilo bancário, atualmente um assunto controverso após o UBS ter concordado pagar multa de 780 milhões de dólares e aceitado revelar a identidade de cerca de 300 clientes norte-americanos acusados na investigação dos EUA.

Com 68 anos, Villiger nasceu na Suíça e foi membro do conselho federal do governo do país por 15 anos. Ele atuou em dois mandatos de um ano como presidente do país.

O executivo era ministro das Finanças quando o UBS foi formado por meio da fusão entre o UBS Union Bank of Switzerland e o Swiss Bank Corporation (SBC).

- Villiger tem um bom histórico, esteve envolvido em legislação contra lavagem de dinheiro e tem conexões políticas internacionais. Isso realmente vai devolver alguma confiança ao UBS e distanciar o banco da investigação que acontece nos EUA- disse Nielsen, do Vontobel.