CMN autoriza BC a emprestar US$ 15,5 bi para socorrer bancos

Agência Brasil

AGÊNCIA BRASIL - O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou, em reunião extraordinária, que o Banco Central (BC) amplie os efeitos da resolução que autoriza operações de empréstimo em moeda estrangeira, das reservas internacionais, para quitação de dívidas de empresas brasileiras no exterior, conforme anunciou o presidente do BC, Henrique Meirelles, no início de fevereiro.

A informação foi transmitida pelo diretor de Política Monetária do BC, Mário Torós. Ele lembrou que a medida anterior se aplicava apenas a empresas não-financeiras. A partir de agora o benefício estende-se ao pagamento de obrigações próprias de instituições financeiras brasileiras no exterior.

- A forma operacional é exatamente igual à resolução anterior. Apenas havia necessidade de um normativo específico para empréstimos a instituições financeiras - disse Torós. Segundo ele, é mais uma alternativa de financiamento para as empresas e bancos quitarem débitos, vencidos ou a vencer, entre 1º de outubro do ano passado e 31 de dezembro deste ano.

De acordo com estimativa de Torós, essa alternativa pode significar o escoamento temporário de até US$ 36 bilhões das reservas brasileiras: em torno de US$ 20 bilhões para empresas não-financeiras e US$ 15,5 bilhões para instituições financeiras bancarem compromissos assumidos por subsidiárias no exterior. Pode até ser "um pouco mais, ou um pouco menos", admitiu ele.

Quando anunciou a medida inicial, no mês passado, Henrique Meirelles ressaltou que os empréstimos para instituições não-financeiras teriam duração de um ano e juros de 1,5% ao ano, mais a taxa Libor, de Londres - um pouco acima da taxa média que o BC recebe na aplicação das reservas cambiais.

Nesta quarta-feira, ao explicar o teor do normativo complementar de extensão da medida, Mário Torós informou que será cobrada comissão adicional de 5% nas operações de socorro às instituições financeiras pela captação de empréstimos das subsidiárias.