Bolsas da Ásia sobem motivadas por expectativas sobre China

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HONG KONG - As bolsas de valores da Ásia encerraram em alta nesta quarta-feira motivadas pelas expectativas de que Pequim aumentará os esforços para fortalecer a economia chinesa, o que pode ajudar toda a região. No entanto, o dólar subiu para o maior patamar em três anos, com investidores tentando limitar riscos.

As ações australianas romperam a tendência e caíram ao nível mais baixo desde agosto de 2003, depois da divulgação de que o Produto Interno Bruto do país caiu de maneira inesperada no quarto trimestre pela primeira vez em oito anos, contribuindo com as perdas que enfraquecem as economias da região Ásia-Pacífico.

Muitos investidores estão de olho justamente na China, esperando que o governo possa reverter a desaceleração na terceira maior economia mundial e estimular a demanda global.

Uma autoridade chinesa de planejamento econômico ofereceu um pouco de esperança nesta quarta-feira, dizendo que o governo aumentará os gastos em áreas como infraestrutura e indústria, além do pacote de estímulo de 4 trilhões de iuans (584,7 bilhões de dólares) lançado em novembro.

A notícia fez o índice de XANGAI disparou 6,1 por cento e ajudou a reverter as perdas iniciais em Hong Kong.

- As notícias da China são positivas, já que é o único país que está ajudando a economia global hoje- disse Mitsushige Akino, chefe administrativo de fundos do Ichiyoshi Investment Management, em Tóquio.

As ações da Hitachi Construction saltaram 7,35 por cento e, junto com o resto do setor de maquinas, ergueu a bolsa de TÓQUIO em 0,9 por cento. O indicador atingiu a mínima dos últimos 25 anos na terça-feira.

O índice MSCI que reúne as principais praças da região Ásia-Pacífico exceto o Japão operava em alta de 1,53 por cento, às 7h53 (horário de Brasília). Até agora neste ano, o indicador acumulou perdas de 16,3 por cento.

A bolsa de HONG KONG ganhou 2,5 por cento, sustentada pela firmeza das ações dos setores industrial, bancário e de imóveis da China.

As ações do HSBC, entretanto, permaneceram fracas, tendo chegado a registrar menor patamar desde a crise financeira asiática de 1997-1998. Os papéis encerraram em queda de 4,43 por cento.

As expectativas de uma recuperação na China eram moderadas por preocupações persistentes em relação à estabilidade dos bancos no mundo desenvolvido.

- Há preocupações sobre o crescimento da receita dos bancos devido às desaceleração global e de economias domésticas- disse Savanth Sebastian, economista da corretora CommSec, na Austrália.

- Enquanto as expectativas do crescimento global estiverem caindo, as exportações asiáticas irão se deteriorar ainda mais e as moedas da região continuarão sob pressão- afirmaram estrategistas do Standard Chartered Bank.

A bolsa de SEUL subiu 3,29 por cento. TAIWAN registrou alta de 2,39 por cento, enquanto CINGAPURA ganhou 1,04 por cento.

Na contramão, o índice de SYDNEY retrocedeu 1,64 por cento, para 3.166 pontos.