Bolsa dispara 4,5% com expectativa de plano chinês

SÃO PAULO, 4 de março de 2009 - A melhora do ambiente macroeconômico pode vir da China. A expectativa por um novo plano de estímulo econômico chinês impulsiona a bolsa local, já que o Brasil é um dos grandes fornecedores de matérias-primas ao gigante asiático. Instantes atrás, o índice acionário da BM&FBovespa disparava 4,31%, aos 38.039 pontos. O giro financeiro estava em R$ 1,69 bilhões.

O governo chinês deve anunciar, amanhã, um novo plano de estímulo econômico, de acordo com informações de Li Deshui, ex-presidente do Departamento de Estatísticas, sem especificar o montante envolvido no novo pacote. Segundo agências internacionais, o governo pode dobrar seus gastos públicos depois que o crescimento desacelerou e chegou ao pior nível dos últimos sete anos. A China deve aumentar os investimentos públicos, além de aplicar recursos na ampliação da rede de proteção social na tentativa de manter a estabilidade social, de acordo com o Partido Comunista Chinês (PCC).

Enquanto as commodities metálicas reagem a esta notícia, o preço do barril de petróleo sobe pelo segundo dia consecutivo em meio a especulações de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) pode tomar novas medidas para sustentar a relação oferta/demanda, no encontro programado para 15 de março. De acordo com o ministro do Petróleo do Irã, Gholamhossein Nozari, a Opep deverá implementar os maiores cortes de produção já realizadas na história do cartel.

Sendo assim, as ações preferenciais e ordinárias da Petrobras disparavam 5,96% e 6,81%, respectivamente, enquanto que os papéis preferenciais série A e ordinários da Vale sobem 7,36% e 7,81%, respectivamente.

Mas, nem todas as notícias divulgadas pela manhã caminharam no sentido positivo. O setor privado norte-americano fechou 697 mil postos de trabalho no mês passado, quando comparado com janeiro. Os números do primeiro mês do ano foram revisados para baixo passando de 522 mil para 614 mil vagas perdidas, o que significa uma perda de 92 mil frente à medição anterior. Eram esperadas o fechamento de 620 mil postos de trabalho no setor privado em fevereiro.

(Vanessa Correia - InvestNews)