Volatilidade marca presença em mais um dia; dólar cai

SÃO PAULO, 3 de março de 2009 - O mercado de câmbio doméstico, novamente, refletiu as especulações de investidores, especialmente os estrangeiros que têm posição comprada líquida em dólar futuro em torno de US$ 14 bilhões, e que amparados pelo ambiente externo ruim atuaram negócios durante boa parte do dia a fim de garantir taxas mais altas para posteriormente reduzirem essas posições com melhor retorno possível de curto prazo. O dólar chegou à máxima de R$ 2,443, mas não resistiu aos ingressos de recursos e aos ajustes de posições - depois de avançar quase 4% nos dois últimos dias - e terminou em queda de 1,11%, vendido a R$ 2,411.

A instabilidade das bolsas internacionais e os discursos de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) e de Timothy Geithner, secretário do Tesouro comandaram as oscilações dos mercados. No congresso, Bernanke defendeu o plano orçamentário de Barack Obama e admitiu que o governo precisa realizar aportes adicionais na economia norte-americana. Em Washington, o Fed anunciou um plano de incentivos para o crédito ao consumidor, que permitirá à instituição emprestar até US$ 200 bilhões aos investidores, comprando títulos ligados a cartas de crédito, empréstimos para automóveis e outros tipos de consumo a crédito.

Do lado dos indicadores, a venda de imóveis pendentes caiu 7,7% em janeiro, na marca de 80,4, atingindo o nível mais baixo desde o começo do monitoramento, em 2001, surpreendendo negativamente os mercados.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)