Secretário defende rapidez na aprovação da reforma

SÃO PAULO, 3 de março de 2009 - O secretário extraordinário de Reformas Econômico-Fiscais do Ministério da Fazenda, Bernardo Appy, criticou hoje a defesa que principalmente parlamentares têm feito pela não-aprovação da reforma tributária em função da crise mundial.

"Faz sentido, sim, a aprovação o mais rápido possível", defendeu. Appy argumentou que, no curto prazo, o único impacto esperado pelos especialistas é positivo, "tanto sobre as expectativas dos agentes produtivos para o ambiente de negócios quanto sobre o clima de investimentos, cuja tendência é uma elevação sensível".

Em palestra no Seminário Internacional sobre Reforma Tributária, que começou hoje e se encerra amanhã na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, Appy sustentou que, ainda que as mudanças da reforma se dêem no longo prazo, elas afetam desde hoje o nível de investimentos no país.

Em relação à União, o secretário do Ministério da Fazenda disse que o custo fiscal se daria em 2011 e seria de pouco mais de R$ 5 bilhões. ´Mas isso só ocorreria no momento em que já se espera que a economia esteja em franca recuperação da crise´, completou.

Para os estados e municípios, no agregado de perdas e benefícios, a reforma tributária não será custo, mas ganho, afirmou Appy. Ainda assim, lembrou, aqueles que tiverem prejuízo serão compensados pela União. "Eu não vejo motivo para que a crise seja utilizada como argumento para a não-votação da reforma. Ao contrário: a crise a torna mais obrigatória em função da necessidade de melhorar o ambiente de investimentos do Brasil."

(Redação - InvestNews)