Dólar segue clima instável das bolsas internacionais

SÃO PAULO, 3 de março de 2009 - As preocupações sobre os impactos da crise sobre as instituições financeiras continuam acirrando a volatilidade nos preços dos ativos internacionais, mantendo a aversão a risco dos investidores em patamares também elevados. Após subir quase 4% nas duas últimas sessões e atingir a maior cotação de 2009, o dólar tenta encontrar espaço para recuar nesta terça-feira, mas o clima instável das bolsas internacionais limita o movimento. No fim da manhã, a moeda estrangeira cedeu 0,08%, para R$ 2,436 na venda.

A ajuda ao setor financeiro norte-americano continua em pauta, enquanto os investidores analisaram as informações de que governo dos Estados Unidos, em parceira com o setor privado, planeja montar uma série de fundos de investimentos para comprar empréstimos podres e outros ativos prejudicados pela crise. Também é esperado que em mais um esforço para descongelar o mercado de crédito e impulsionar a atividade nos Estados Unidos, o Federal Reserve anuncie medidas para incentivar os empréstimos aos consumidores em áreas como cartões de crédito e hipotecas.

As atenções também se voltam para os depoimentos de Ben Bernanke, presidente do Fed e Timothy Geithner, secretário do Tesouro, no Congresso. Em ambos, a proposta de Orçamento de Barack Obama e crise da economia estão pauta. Do lado dos indicadores, a venda de imóveis pendentes caiu 7,7% em janeiro, na marca de 80,4, atingindo o nível mais baixo desde o começo do monitoramento, em 2001. Também são esperados os números das montadoras, com as vendas de automóveis em fevereiro. Analistas projetam queda de 3% na margem e de mais de 40% no dado anual.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)