Depois de mostrar recuperação, bolsa volta a cair

SÃO PAULO, 3 de março de 2009 - Depois de despencar mais de 5% na última sessão, influenciada por novas notícias vindas do setor financeiro externo, as principais bolsas de valores mundiais chegaram a apresentar leve recuperação na primeira etapa dos negócios, mas o movimento não se sustentou. Instantes atrás, o índice acionário da BM&FBovespa apresentava desvalorização de 0,56%, aos 36.033 pontos. O giro financeiro estava em R$ 1,44 bilhão.

Sem indicadores relevantes programados para hoje, os investidores assimilam o discurso de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), e Timothy Geithner, no Comitê de Orçamento do Senado. Bernanke, afirmou que o efeito do pacote econômico de estímulo fiscal sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos poderá variar entre 1% e 3%, podendo até superar esse percentual no ano de 2010. As estimativas são do Escritório de Orçamento do Congresso Norte-Americano (CBO, na sigla em inglês).

Bernanke disse ainda que os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), dos Estados Unidos, esperam que as condições econômicas do país permaneçam negativas durante algum tempo. "Com as taxas próximas a zero, o Fed tem utilizado instrumentos para aliviar as condições de crédito nos mercados. Criamos novas facilidades de empréstimos e ampliamos as instalações existentes que visam melhorar o fluxo de crédito para empresas e famílias".

O mercado também aguarda a divulgação das vendas de veículos, referentes a fevereiro. De acordo com analistas, as montadoras devem anunciar fortes retrações nas comercializações de automóveis. Na sexta-feira passada, George Pipas, analista de vendas da Ford, antecipou que as vendas do setor serão 40% inferiores às de um ano atrás e advertiu que a fração de mercado da Ford cairá pela primeira vez em cinco meses.

"O Ibovespa segue à mercê do Dow Jones, tornando negativa sua variação pela 1ª vez no ano. O índice doméstico, que tem circulado os 39 mil pts desde o dia 10 de dezembro de 2008, está prestes a romper um suporte de baixa, com limites inferiores em torno de 36.200 pontos e de 33.600 pontos", segundo relatório do BB Investimentos.

(Vanessa Correia - InvestNews)