Governadores americanos se reúnem para debater crise orçamentária

Agência EFE

WASHINGTON - Os governadores dos Estados Unidos expressaram confiança em que o plano de estímulo de US$ 787 bilhões os ajudará a enfrentar a crise orçamentária e a impulsionar o desenvolvimento econômico.

Eles se reuniram neste sábado para discutir os efeitos da crise sobre as finanças dos estados.

No início de seu encontro em Washington, os membros da Associação Nacional de Governadores (NGA, em inglês) destacaram que, embora o plano de estímulo não seja "perfeito", ao menos os fundos destinados aos governos estaduais ajudarão a evitar um desastre maior.

O plano prevê ajudas para que os governos estaduais possam financiar os programas de educação, saúde, educação e manutenção ou reparação de infra-estrutura.

- Além disso, ele ajuda-nos a evitar demissões em massa e uma redução incrível nos serviços, que exporiam nossos cidadãos a imensos riscos pessoais - afirmou o presidente da NGA, o governador da Pensilvânia, o democrata Ed Rendell.

Apesar de muitos republicanos terem se queixado do componente fiscal do plano de estímulo, o governador de Vermont, o republicano Jim Douglas, fez uma afirmação favorável a esse elemento do programa:

- Cada governo terá que se assegurar de que a aceitação de qualquer recurso federal acontecerá para os melhores interesses do estado e de seus habitantes.

No entanto, outros governadores republicanos, como Haley Barbour, de Mississipi, e Bobby Jindal, da Louisiana, deixaram entrever que poderiam rejeitar parte da ajuda destinada a seus estados no plano de estímulo.

Entre as grandes ausências do encontro figuraram o governador do Novo México, o democrata Bill Richardson, que retirou sua indicação como secretário de Comércio, e a governadora do Alasca e ex-candidata à Vice-Presidência, a republicana Sarah Palin.

Na segunda-feira, os governadores participarão de uma reunião com o presidente americano, Barack Obama, na Casa Branca, para continuar analisando respostas à pior crise econômica registrada nos Estados Unidos desde a Grande Depressão, em 1929.