Sindicalistas ameaçam greve na Embraer por demissões

Portal Terra

TERRA - Sindicalistas afirmaram nesta sexta-feira, em visita ao Palácio do Planalto, que trabalhadores da Embraer poderão entrar em greve nos próximos dias em protesto às 4 mil demissões anunciadas na empresa.

Os representantes estiveram nesta tarde no Palácio e tinham a expectativa de serem recebidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para falarem sobre a insatisfação da categoria, mas acabaram sendo recebidos pelo assessor especial da Presidência, Julio Cezar Bersot Gonçalves.

Desta forma, ficou pré-agendado um encontro entre Lula e os sindicalistas para a semana que vem. A informação é de que o presidente estaria indignado com as demissões, e os sindicalistas, por outro lado, teriam deixado o Palácio decepcionados com o fato de não terem sido recebidos por Lula.

O secretário geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região, Luiz Carlos Prates, explica que na semana que vem a categoria espera ouvir uma resposta rápida do presidente dando algum sinal de que as demissões serão revertidas.

De acordo com ele, como a Embraer recebe recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e, em tese, não poderia efetuar demissões em massa da forma como ocorreu ontem.

- Nós queremos que o governo intervenha para reverter essa situação. Ele (Lula) tem poder de veto, ele pode mudar esta situação. O BNDES dá muito recurso para a empresa e queremos pedir para o presidente para que as demissões sejam revertidas e a Embraer volte atrás - explica.

Caso uma solução não seja apresentada pelo governo em breve, ele avalia que é grande a possibilidade de a categoria entrar em greve.

- Nós fizemos uma paralisação ontem e hoje. Votamos que o Sindicato deve exigir do governo Lula que ele tome medida imediatamente. (Caso contrário) vamos ter de mobilizar os trabalhadores e parar a Embraer - ameaça.

A expectativa é de que o encontro entre Lula e os sindicalistas aconteça na próxima quarta-feira.