Setor de serviços prometem expansão

Da redação, Jornal do Brasil

RIO - O setor de serviços, o sexto colocado por ramos de atividade da População Economicamente Ativa (PEA) do país, com 16,6 milhões de trabalhadores, responde por 53% do estoque de trabalhadores do estado do Rio. Para 2009, o segmento apresenta boas perspectivas para os empregados. De acordo com a LCA Consultores, nacionalmente, o setor vai crescer 3,1% e boa parte das empresas e entidades do setor confirmam a tendência de aceleração do crescimento.

A Atento, maior empregadora privada do país e uma das mais importantes na área de contact center, contratou 21 mil trabalhadores em 2008 e mantém, para 2009, os planos de abrir mais duas centrais de atendimento em São Paulo. A empresa mantém 72 mil funcionários, todos contratados em regime de CLT e está presente em seis capitais: Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Goiânia. Em 2007, registrou faturamento bruto de R$ 1,398 bilhão, ante R$ 1,180 bilhão em 2006.

O setor de telesserviços manteve no ano passado o ritmo normal de crescimento, de 10% ao ano. De acordo com dados da Associação Brasileira de Telesserviços (ABT), o faturamento das empresas de call center no país (somente por parte das empresas do setor que operam como terceirizadas) foi de R$ 5,5 bilhões. O ano de 2009 iniciou com, aproximadamente, 850 mil empregos diretos. A previsão da ABT é de que até o fim de 2009 o setor ultrapasse a marca de 900 mil empregos diretos.

Desde a privatização das teles, o setor tem se desenvolvido e tem se fortalecido cada vez mais. Tanto que, no ano passado, os reflexos provocados pela crise econômica mundial não foram sentidos pelas empresas do setor. Ao contrário, as empresas tiveram inclusive que investir ainda mais nos negócios, para se adaptarem às novas regras do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), criadas para todo o país analisa o presidente da Associação, Jarbas Nogueira.

O setor é considerado a principal porta de entrada de jovens, sem a necessidade de experiência anterior, ao mercado de trabalho formal. Uma pesquisa encomendada pela ABT revelou que 45% das pessoas que trabalham como teleatendentes têm entre 18 e 24 anos.

Pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalhos Temporários (Asserttem) com o Sindicato das Empresas de Terceirização de Serviços e Trabalho Temporário (Sindeprestem) revelou crescimento na remuneração dos trabalhadores do setor de prestação de serviço em 2008. A média salarial mensal dos profissionais, de acordo com o levantamento, é de R$ 860 aumento de 43,33% em relação ao biênio 2006/2007. Na pesquisa anterior, a remuneração média era de R$ 600.

Com 30.960 empresas, as organizações do setor de serviços faturam R$ 59 bilhões por ano, empregam 2,5 milhões de profissionais e pagam um total de R$ 25,5 bilhões anuais em salários.

O estudo, para o qual foram entrevistados 117 empresas, revelou que a média de efetivação da mão-de-obra do setor cresceu 25,14% e hoje corresponde a 43,8% do total. Cerca de 10% dos trabalhadores estão no primeiro emprego (aumento de 10,4%) e 11,5% são da terceira idade (crescimento de 5,99%). A contratação de pessoas com deficiência, que avançou 1,94%, representa atualmente 11,55% do total.