Bolsa despenca mais de 3% nesta manhã

SÃO PAULO, 20 de fevereiro de 2009 - A manhã foi de fortes perdas para a bolsa brasileira. Depois de se descolar de Wall Street na última sessão, a desvalorização dos papéis da vale do Rio Doce pesam sobre os negócios e levam o Ibovespa a apresentar recuo de 3,06%, aos 38.513 pontos. Além disso, véspera de feriado prolongado, o investidor prefere não ficar posicionado em ativos de risco. O giro financeiro estava em R$ 1,78 bilhão.

Ontem, após o fechamento do mercado, a mineradora brasileira reportou lucro líquido de R$ 10,4 bilhões no quarto trimestre de 2008, o que representa um aumento de 136,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a empresa obteve um lucro líquido de R$ 4,4 bilhões. No acumulado do ano, o lucro líquido da companhia foi de R$ 21,2 bilhões, o que corresponde a um avanço de 6,35% em relação a 2007, quando. Já a receita líquida no trimestre foi de US$ 7,2 bilhões, uma redução de 38,2% ante o terceiro trimestre de 2008, em linha com os ajustes de produção anunciados pela mineradora (as vendas de minério de ferro no trimestre caíram 37,9%).

"Embora os resultados do quarto trimestre tenham sido mais modestos em comparação com o histórico da Vale, os números do ano fechado ainda mostram a robustez do crescimento da mineradora", segundo relatório da Ativa Corretora. Porém, o balanço não foi bem aceito pelo mercado, já que os papéis preferenciais da companhia despencam 6,18%, cotados a R$ 27,95.

As ações ordinárias da Redecard também recuam forte nesta manhã (-7,15%). As ações refletem comunicado enviado ao mercado confirmando a intenção do Citibank de vender sua participação na companhia, por meio de oferta pública secundária de ações ordinárias. A quantidade de ações que poderá ser eventualmente alienada não foi informada.

No front externo, os negócios voltaram a refletir pessimismo e tensão quanto ao risco de estatização de bancos nos Estados Unidos, de contágio do leste emergente sobre a Europa ocidental e indicadores econômicos. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) norte-americano registrou alta de 0,3% em janeiro ante queda de 0,8% em dezembro. O núcleo do indicador, que exclui itens mais voláteis como alimentos e energia, apresentou acréscimo de 0,2% em janeiro após registrar estabilidade no mês de dezembro do ano passado.

(Vanessa Correia - InvestNews)