Petrobras segura alta da bolsa brasileira

SÃO PAULO, 10 de fevereiro de 2009 - Mesmo com a queda das bolsas de Wall Street, que estão a espera da aprovação do pacote de resgate econômico norte-americano pelo Senado, o índice acionário da BM&FBovespa apresenta valorização de 0,62%, aos 42.359 pontos, influenciadas pelo avanço das ações da Petrobras. O giro financeiro estava em R$ 2,22 bilhões.

As ações da estatal petrolífera, assim como as do setor bancário, sobem mais de 3%. A Mitsubishi Corporation anunciou, nesta terça-feira, uma parceria com a Petrobras para a construção de uma plataforma marítima de perfuração para buscar petróleo e gás natural. O investimento total na construção da embarcação será de US$ 830 milhões.

Já os papéis do setor bancário repercutem as primeira notícias envolvendo o pacote de ajuda ao setor. Embora o pronunciamento oficial do secretário do Tesouro, Timothy Geithner, ainda não tenha sido feito, fontes apontam que cerca de US$ 100 bilhões iria para a criação do "bad bank" , que comprará ativos de bancos públicos e privados.

No front externo, a espera do pacote de resgate econômico, os investidores ficaram de olho no indicador que mede o nível de vendas e estoques do setor atacadista, apontou que os estoques no atacado registraram queda de 1,4% em dezembro, ante recuo de 0,9% em novembro (dado revisado). O índice declinou duas vezes mais que o projetado em dezembro, caracterizando a quarta queda mensal consecutiva. Já as vendas no atacado caíram 3,6% em dezembro, após uma queda de 7,3% (dado revisado) no mês anterior.

Notícias corporativas também pesaram sobre os negócios. A General Motors (GM) comunicou hoje que vai demitir 10 mil funcionários do setor administrativo, para deixar seus quadro de pessoal com 63 mil funcionários, ainda este ano. Este anúncio faz parte do plano de reestruturação que o grupo espera adotar para convencer o governo norte-americano de que é viável no longo prazo, em troca da liberação de vários bilhões de dólares de ajuda pública. O plano de retomada deve ser apresentado até 31 de março, com um relatório prévio até 17 de fevereiro.

Voltando ao pacote, o Senado deverá votar, nesta tarde, o plano de reativação econômica. A votação acontecerá sob a pressão do presidente Barack Obama e grande expectativa dos mercados mundiais. A ofensiva de Obama, que foi enfático em suas colocações sobre a necessidade de aprovar o plano, durante primeira coletiva de imprensa como presidente dos Estados Unidos, concedida ontem, será testada nesta votação no Senado, onde os democratas, com 58 cadeiras, precisam de pelo menos 60 votos para aprovar o pacote.

(Vanessa Correia - InvestNews)