IGP-M sobe mais que o esperado na 1ª prévia do mês

SÃO PAULO, 10 de fevereiro de 2009 - As commodities agrícolas começaram a devolver parte da queda registrada no último trimestre de 2008, o que influenciou nos preços no atacado. Esse impacto pressionou o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) já na primeira prévia de fevereiro, informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O IGP-M subiu 0,42%, ficando acima da deflação de 0,31% registrada em igual período de janeiro. A inflação superou as expectativas do mercado financeiro que projetava alta entre 0,12% e 0,39%.

Nesta mediação, o Índice de Preços por Atacado (IPA) saltou de -0,56% para 0,49%, sendo que o índice referente a Bens Finais registrou avanço de -0,02% para 1,42% com contribuição do subgrupo alimentos processados (-2,07% para 3,15%). No estágio dos Bens Intermediários, a taxa de variação passou de -0,61% para -0,46%, devido a aceleração do subgrupo materiais e componentes para a manufatura (-0,90% para 0,04%).

O índice referente a Matérias-Primas Brutas aumentou de -1,08% para 0,84%, com destaque para soja em grão (1,08% para 7,01%), bovinos (-6,43% para -0,34%) e café em grão (-1,99% para 7,28%). Em sentido descendente, destacam-se: mandioca (-0,54% para -11,33%), minério de ferro (1,87% para -1,96%) e leite in natura (5,28% para 0,30%).

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve discreto recuo, passando de 0,24% para 0,21%. Cinco das sete classes de despesa componentes do índice registraram decréscimos em suas taxas de variação. Os destaques ficaram por conta dos grupos Alimentação (0,15% para -0,08%) e Vestuário (0,52% para -0,81%). Na primeira classe de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: hortaliças e legumes (3,02% para 0,49%), frutas (1,35% para -0,48%) e panificados e biscoitos (0,27% para -0,77%). Na segunda, o destaque foi o item roupas (0,90% para -0,77%).

Ainda no varejo tiveram queda os grupos Transportes (0,35% para 0,23%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,45% para 0,40%) e Habitação (0,21% para 0,19%). Sendo os principais responsáveis: tarifa de táxi (3,53% para -2,17%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,54% para 0,12%) e material para reparos de residência (2,21% para -0,05%), respectivamente

Em contrapartida, houve acréscimo em Educação, Leitura e Recreação (0,14% para 1,50%) e Despesas Diversas (0,17% para 0,32%), com destaque para cursos formais (0,00% para 2,29%) e cerveja (0,93% para 1,91%), nesta ordem.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) voltou a subir, saindo de 0,13% para 0,43%, com influência dos gastos com Materiais e Serviços (0,23% para 0,47%) e Mão-de-Obra (0% para 0,39%).

(Vanessa Stecanella - InvestNews)