Faturamento anual desacelera no Rio

SÃO PAULO, 10 de fevereiro de 2009 - O faturamento do comércio fluminense avança 1,3% no ano passado em relação a 2007, quando a taxa de crescimento atingiu 2,3%, segundo a Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ). A pesquisa revela que a receita poderia ter sido melhor se não fosse a ligeira queda de 0,2% em Bens Duráveis e o recuo no faturamento anual do Comércio Automotivo (-0,9%), que só não foi mais intenso por conta do excelente desempenho no primeiro semestre. A receita do segmento retraiu 6,9% no quarto trimestre.

Em compensação, entre os grupos analisados, Bens Não Duráveis e Combustíveis e Lubrificantes ajudaram a puxar o resultado geral, com aumentos em suas receitas de 3,4% e 0,3%, respectivamente, contra 3,4% e -1,1% registrados em 2007. Bens Semiduráveis saíram de uma queda de 0,1% para uma leve alta de 0,2%.

De acordo com Orlando Diniz, presidente da Fecomércio-RJ, a desaceleração do comércio é explicada basicamente por dois motivos: o aperto monetário do Banco Central (BC) com o objetivo de controlar a inflação e os desdobramentos da crise econômica internacional. "A inflação em 2008 teve um impacto mais forte no orçamento das famílias que no ano anterior, o que levou a autoridade monetária a elevar os juros a partir de abril. Mesmo assim, o crédito pessoal cresceu 26% no ano, puxado pela maior formalização do mercado de trabalho, que representou mais garantias aos bancos, e abrandou o desaquecimento no final do ano. O resultado foi um maior montante de recursos oriundos do pagamento do 13º salário, que contribuiu para um fechamento de ano melhor do que os meses de outubro e novembro", disse.

Em dezembro, o faturamento real do comércio no Estado do Rio de Janeiro apresentou alta de 1,6% contra igual mês de 2007. Os grupos que registraram resultados positivos foram: Bens Não Duráveis (4,6%) e Combustíveis e Lubrificantes (3,6%). Por outro lado, Comércio Automotivo (-2,4%), Bens Semiduráveis (-0,2%) e Bens Duráveis (-0,1%) contabilizaram receitas adversas na mesma base de comparação.

Os subgrupos Supermercados e Farmácias e Perfumarias destacaram-se entre os que faturaram mais do que no mesmo mês do ano passado, com altas respectivas de 5,0% e 2,7%. Na mão inversa, o subgrupo Concessionárias de Veículos apresentou o maior recuo: 3,2%.

(Redação - InvestNews)