Piora perspectiva para inflação, indústria e PIB

SÃO PAULO, 9 de fevereiro de 2009 - O cenário futuro pode ser mais sombrio do que se imaginava. Para o mercado financeiro a atividade industrial vai ser magra e a inflação não se conterá dentro do centro da meta, fixada em 4,5% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A constatação faz parte do Boletim Focus elaborado em 6 de fevereiro pelo Banco Central (BC).

Mesmo com a perspectiva de que a taxa básica de juros (Selic) terminará 2009 na casa dos 10,75% ao ano, os analistas acreditam que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve alcançar 4,73% em dezembro, taxa superior a projeta uma semana antes (4,6%). Isso porque para eles, o câmbio começa a dar sinais de pressão nos indicadores de inflação. No entanto, os profissionais consultados continuam cotando o dólar a R$ 2,30 - mesma taxa há quatro semanas. A moeda norte-americana terminou a última sessão, na sexta-feira, cotada a R$ 2,25 na ponta vendedora.

Com a demana menor, o crédito caro e o câmbio pressionando, a estimativa para a produção da indústria também piorou, caindo de 2% para 1,5% em 2009.

Assim, a sondagem revela que os analistas prevêem uma atividade econômica bem menos intensa. Para eles, o Produto Interno Bruto (PIB) vai crescer apenas 1,7%, taxa inferior a projetada na semana passada (1,8%).

(Vanessa Stecanella - InvestNews)

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