Obama não pode resolver problemas dos EUA, diz Fidel

SÃO PAULO, 9 de fevereiro de 2009 - O líder cubano Fidel Castro assegurou hoje que nem o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, nem seu chefe-de-gabinete, Rahm Emanuel, nem "todos os brilhantes políticos e economistas que reuniram" poderão "resolver os problemas crescentes da sociedade capitalista norte-americana".

"Mesmo que Kant, Platão e Aristóteles ressuscitassem ao mesmo tempo e se juntassem ao falecido e brilhante economista John Kenneth Galbraight, não seriam capazes de resolver as contradições antagônicas, cada vez mais frequentes e profundas", afirma Fidel.

"Todos os demais povos terão que pagar pelo colossal desperdício e garantir, antes de tudo em um planeta cada vez mais contaminado, os postos de trabalho americanos e os lucros das grandes transnacionais desse país", argumenta Fidel.

O quarto artigo em dez dias em que fala de Obama faz referência especial a Emanuel, sobre quem Fidel diz ter "se alistado em 1991 no Exército israelense como voluntário civil, durante a primeira Guerra do Golfo gerada por George Bush". Fidel lembra então que foram usados "projéteis que continham urânio, que causaram doenças graves nos próprios soldados americanos".

O líder cubano também diz que Emanuel é "filho de imigrante de origem russa" e que a mãe, Martha Smulevitz, "era uma defensora dos direitos civis" que foi "enviada três vezes a prisão por suas atividades".

Fidel, que tinha prometido na semana passada reduzir seus artigos, assegura também que "os racistas de extrema direita" poderiam "satisfazer sua sede de superioridade étnica" e assassinar Obama, "como fizeram com Martin Luther King". Porém, afirma que essa possibilidade, "embora teoricamente possível, não parece provável na atualidade, dada a proteção que acompanha o presidente".

O artigo de Fidel lembra também que quando sua revolução triunfou em Cuba, há 50 anos, "Obama e seu assessor não tinham nascido nem tinham sido sequer concebidos".

(Redação com agências internacionais - InvestNews)