Horas pagas tiveram queda 0,2% no último trimestre

SÃO PAULO, 9 de fevereiro de 2009 - Depois de 11 trimestres, o número de horas pagas interrompeu sequência de crescimento e teve queda de 0,2% entre outubro e dezembro em relação ao mesmo período de 2007. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Quatorze locais e 17 atividades apontaram perdas entre os dois períodos. Entre os setores, os destaques ficaram com máquinas e equipamentos (de 12,3% para 5,4%), meios de transporte (de 9,4% para 2,7%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (de 10,3% para 1,2%), enquanto entre os locais sobressaíram Minas Gerais (de 6,8% para 3,0%) e São Paulo (de 3,2% para 0,0%).

Com isso, em 2008 o volume de horas pagas cresceu 1,9%, praticamente repetindo o resultado observado em 2007 (1,8%). Onze locais aumentaram o número de horas pagas nesta comparação, com destaque para São Paulo (2,8%), Minas Gerais (4,6%) e região Norte e Centro-Oeste (2,5%). No corte setorial, doze segmentos apontaram expansão no número de horas pagas, com as seguintes contribuições mais relevantes: máquinas e equipamentos (11,0%), meios de transporte (8,9%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (8,4%). Por outro lado, as pressões negativas mais significativas foram exercidas por calçados e artigos de couro (-9,2%) e vestuário (-6,1%), entre os ramos, e por Santa Catarina (-0,9%) e Pernambuco (-2,1%), entre as áreas pesquisadas.

O levantamento também mostra o desempenho em dezembro ficou 1,7% abaixo do registrado em novembro - a segunda queda consecutiva no confronto com o mês imediatamente anterior, na série livre dos efeitos sazonais. Já na comparação com dezembro de 2007, o número de horas pagas caiu 1,8%, com decréscimo em onze dos quatorze locais e onze dos dezoito ramos pesquisados. Em termos setoriais, as principais contribuições negativas vieram de vestuário (-8,7%), madeira (-11,5%) e têxtil (-7,8%). Em sentido contrário, minerais não-metálicos (6,2%), refino de petróleo e produção de álcool (12,3%) e metalurgia básica (4,3%) exerceram as pressões positivas mais importantes.

Vale destacar que os setores de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-3,0%), meios de transporte (-1,2%) e máquinas e equipamentos (0,7%), que vinham liderando em termos de magnitude de crescimento, mostraram clara desaceleração no número de horas pagas frente aos resultados de setembro e outubro.

(VS - InvestNews)