Folha de pagamento diminui, revela IBGE

SÃO PAULO, 9 de fevereiro de 2009 - O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria - ajustado sazonalmente - caiu 0,7% em dezembro se comparado com novembro, assinalando a terceira taxa negativa consecutiva, acumulando uma perda de 3,6%, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com estes resultados, o indicador de média móvel trimestral decresceu 1,2% entre novembro e dezembro, após virtual estabilidade (-0,1%) no mês anterior. Ainda na série com ajuste sazonal, no índice trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o valor da folha de pagamento real apontou queda de 0,7% no último trimestre do ano, interrompendo dez trimestres consecutivos de taxas positivas.

Em relação a dezembro de 2007, o indicador mensal da folha de pagamento real cresceu 4,1%, assinalando a 33ª taxa positiva seguida. Para este resultado contribuíram 12 dos 14 locais pesquisados, cabendo a São Paulo (6,0%) a maior pressão positiva, em função, principalmente, de meios de transporte (8,3%), máquinas e equipamentos (8,2%) e produtos de metal (14,4%). Em seguida, vale citar Minas Gerais (4,1%) e Paraná (5,4%). Estes locais apresentaram, respectivamente, os principais ganhos salariais em meios de transporte (31,6%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (24,9%); e máquinas e equipamentos (15,3%) e alimentos (8,4%). Por outro lado, somente Rio Grande do Sul (-1,1%) registrou perda, por conta, principalmente dos setores de alimentos e bebidas (-12,9%) e calçados e artigos de couro (-4,3%).

Na análise trimestral, o valor real da folha de pagamento industrial sustenta taxas positivas há vinte períodos consecutivos, na comparação com igual trimestre do ano anterior, mas desacelera entre o terceiro (7,1%) e o quarto (4,3%) trimestres de 2008. Doze locais e treze ramos reduziram o ritmo de crescimento da folha real entre os dois períodos, com destaque para produtos químicos, que passou de 17,8% para 3,5%, meios de transporte (de 12,4% para 7,7%) e metalurgia básica (de 15,0% para 8,1%), entre os setores; e Paraná (de 10,0% para 6,0%), Minas Gerais (de 11,9% para 8,2%) e São Paulo (de 8,4% para 4,8%), entre os locais.

Em 2008, houve um

incremento de 6% na folha de pagamento real em todos os locais pesquisados. Os maiores impactos positivos vieram de São Paulo (7,0%) e Minas Gerais (9,0%), sobressaindo, respectivamente, os aumentos de meios de transporte (11,2%) e produtos químicos (15,1%); e meios de transporte (17,8%) e minerais não-metálicos (19,1%). Em termos setoriais, das treze atividades que registraram expansão na massa salarial, meios de transporte (11,7%), máquinas e equipamentos (8,1%) e produtos de metal (13,0%) exerceram as principais influências. Do lado negativo, as principais pressões vieram de calçados e artigos de couro (-6,1%) e papel e gráfica (-2,4%).

(VS - InvestNews)