Dado da Anfavea deixa setor otimista, diz Beer

SÃO PAULO, 9 de fevereiro de 2009 - Os dados da indústria automotiva deixam o setor com um posição bastante satisfatória, uma vez que 2009 não deverá ser uma catástrofe como previam até então. A avaliação é de André Beer, consultor para a indústria automobilística e ex-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Hoje, a associação informou que as vendas de veículos novos apresentaram o segundo mês consecutivo de expansão. No período foram comercializadas 197,5 mil unidades, frente a 194,5 mil unidades reportados em dezembro de 2008. Em relação a produção de autoveículos, em janeiro foi percebido um acréscimo de 92,7%, ao produzir 186,1 mil unidades, face aos 96,6 mil registradas no último mês de 2008. Entretanto, comparado com janeiro do ano passado houve uma queda de 27,1%, com baixa na média diária de 23,6%.

"Em outubro muitos especialistas disseram que as vendas e a produção no setor iriam despencar, porém logo no primeiro mês de 2009 já vimos o contrário, com a produção em alta - em função de ajuste, porque em dezembro foi produzido muito pouco -e as vendas refletindo as medidas do governo", avalia André Beer.

Além de divulgar os números, a Anfavea também fez uma projeção positiva para fevereiro. A expectativa é que ocorra um crescimento de 9,4 mil de média diária de licenciamentos para 9,8 mil unidades vendidas por dia. Para a produção, a projeção é de produzir em torno de 10,8 mil unidades em fevereiro.

"Diria que podemos ficar mais otimistas porque os resultados são bons, em relação ao que está acontecendo com o resto do mundo. Por isso avalio que nos próximos meses haverá uma recuperação, a não ser que aconteça algo extraordinário", enfatiza o consultor para a indústria automobilística.

Em relação ao crédito, André Beer avalia que a situação é bem melhor do que no ano passado, porém o que falta é custo menor. "O segmento de carros usados é o que mais está sofrendo com esta questão", acrescenta.

Já as exportações, o consultor explica que é necessário esperar cerca de dois meses para melhor avaliação, no entanto ressalta que assim que o quadro mundial melhorar os números caminharão no mesmo sentido. "As reações lá fora foram muito radicais em função dos impactos da crise financeira mundial, mas tenho a impressão que as exportações vão começar a melhorar no próximo mês", finaliza.

(Déborah Costa - InvestNews)