Barclays antecipa lucro de £ 8,1 bilhões em 2008

SÃO PAULO, 9 de fevereiro de 2009 - O Barclays, terceiro maior banco em ativos do Reino Unido, afirmou nesta segunda-feira que seu lucro líquido caiu menos de 1%, apesar das perdas de £ 8,1 bilhões (US$ 12 bilhões) com ativos tóxicos. Os ganhos do banco inglês totalizaram £ 4,38 bilhões em 2008, após alcançar £ 4,42 bilhões no ano anterior, afirmou a instituição financeira em uma conferência de imprensa.

Na tentativa de conter as especulações do mercado, o banco adiantou em uma semana a divulgação de seus resultados. Em 26 de janeiro, o executivo-chefe do Barclays, John Varley, havia publicado uma carta aberta na qual afirmava que a instituição financeira tinha capital suficiente para cobrir as perdas com ativos tóxicos. No entanto, o comunicado não foi suficiente para conter as comparações com o Royal Bank Of Scotland (RBS) e evitar as especulações, fazendo com que as ações do Barclays tivessem forte desvalorização ao longo do quarto trimestre.

Para conter custos, o banco já cortou 4,5 mil postos de trabalho. Esta medida garantiu capital suficiente para arcar com todas as perdas provenientes de ativos tóxicos. "Nosso capital é suficiente para conduzir o Barclays com segurança e prudência, mesmo em um mercado difícil propiciado pela crise", afirmou o executivo.

Apesar do bom desempenho em comparação a outros bancos britânicos, a instituição financeira teve seu rating de crédito reduzido pela agência de classificação de risco Moody's. "A deterioração no preço dos ativos pode desencadear perdas de até £ 10,3 bilhões para o Barclays - através de hipotecas comerciais e ativos securitizados com lastro em hipotecas, além de £ 23 bilhões em exposições aos chamados ativos estruturados", afirmou a Moody's no dia 2 de fevereiro, após rebaixar o rating da companhia.

Mesmo com a redução na nota, o banco continua negando que esteja com problemas de falta de capital. Vale lembrar que a instituição financeira recusou recorrer ao plano de resgate do setor bancário lançado pelo governo inglês no quarto trimestre de 2008.

(Redação - InvestNews)

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