Obama participará da cúpula do G20 em abril, diz vice

Agência AFP

AFP - O vice-presidente americano, Joe Biden, afirmou, neste sábado, na Conferência Internacional sobre Segurança, em Munique, no sul da Alemanha, que o presidente Barack Obama participará na Cúpula do G20, que começa dia 2 de abril em Londres e vai discutir a crise financeira e econômica global.

- Na maior medida possível, devemos cooperar, nos assegurar de que nossas ações são complementares, e fazer o máximo possível para combater esta crise mundial - afirmou Biden em Munique.

- Os Estados Unidos estão fazendo sua parte e o presidente Obama quer levar esta mensagem à reunião do G20 em Londres, em abril - acrescentou.

Joe Biden afirmou também que Obama quer adotar, de uma forma geral, uma nova atitude nas relações de Washington com os demais países do globo.

* Vamos praticar o diálogo. Vamos ouvir. Vamos consultar. Os Estados Unidos precisam do resto do mundo como, acredito, o resto do mundo precisa dos Estados Unidos - declarou Biden.

Entre outras coisas, segundo o vice-presidente, os EUA estão dispostos a falar com o Irã.

- Nossa administração esta reexaminando nossa política com relação ao Irã, mas uma coisa está clara: estamos prontos para falar com eles - disse Biden a inúmeras autoridades na Conferência da capital bávara.

- Estaremos prontos para falar com o Irã e lhe dar uma escola muito clara: se mantiver a atitude atual, conhecerá pressão e isolamento; se renunciar a seu programa nuclear ilícito e a apoiar o terrorismo, terá importantes recompensas - explicou.

- Entretanto, os Estados Unidos vão continuar desenvolvendo a defesa antimísseis contra a ameaça iraniana, sob condições de eficácia e de custo e, em coordenação com a Rússia - destacou Biden.

- Vamos a continuar desenvolvendo nossas defesas antimísseis para compensar as capacidades crescentes do Irã, desde que a tecnologia funcione e que o custo valha a pena - afirmou Biden.

- Faremos isso em coordenação com nossos aliados Otan e Rússia - acrescentou.

Biden afirmou que chegou a hora de Washington "reexaminar as múltiplas áreas nas quais pode e deve trabalhar conjuntamente com a Rússia.

- Os últimos anos viram um desvio perigoso nas relações com a Rússia e os membros de nossa aliança - declarou Biden.

O vice-presidente americano abordou também em seu pronunciamento a prisão de Guantánamo, em Cuba.

- No combate contra o terrorismo, devemos cooperar com os outros países do mundo, e precisaremos da ajuda de todos - ressaltou.

- Por exemplo, pediremos a outros países que assumam sua parte de responsabilidade em se tratando de alguns prisioneiros hoje em Guantanamo - disse.

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