Geração de emprego bate recorde no Rio de Janeiro

Natalia Pacheco, Jornal do Brasil

RIO - Apesar dos anúncios de demissões em massa em todo o país devido à crise financeira internacional, o estado do Rio de Janeiro bateu recorde de geração de empregos em 2008. Mais de 154 mil vagas foram abertas ao longo do ano passado, mesmo com o fechamento de 19 mil vagas em dezembro.

Dados da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) revelam que os setores que mais contrataram no ano passado foram os de material de transportes, composto por estaleiros e montadoras, com 4 mil vagas, indústrias química e metalúrgica, cada uma com 3.600, e o segmento de petróleo, com 1.400 vagas. Em 2007, as empresas instaladas no estado geraram 144 mil empregos.

O ano de 2008 só não foi perfeito por causa das demissões verificadas em dezembro. O setor que mais demitiu no Rio de Janeiro no período foi o de serviços, com quase 9 mil vagas fechadas. Em seguida, vem a indústria de transformação (6.600) e a construção civil, com cerca de 4 mil vagas.

Privilegiados

Os segmentos que mais cresceram no último trimestre do ano passado foram minerais não-metálicos (argila e cerâmica), quase 10%; extrativismo de petróleo (9,6%); e gráfica (9,2%). O primeiro foi puxado pela construção de grandes empreendimentos no estado, no período, enquanto o setor petrolífero foi beneficiado pelos investimentos da Petrobras e o início da operação da P-51, em outubro.

O resultado do setor de gráfica foi o que mais espantou o chefe da divisão de Estudos Econômicos da Firjan, Patrick Carvalho, já que o segmento amargou um recuo de 6,1% em igual período de 2007. Todos os outros setores da economia fluminense registram queda no último trimestre do ano passado. A indústria do estado cresceu 3% no terceiro trimestre de 2008, mas caiu 6,6% nos últimos três meses do ano passado.

O especialista da Firjan ressalta que esse não será o pior resultado. Carvalho acredita que o primeiro trimestre de 2009 será o mais difícil do período de crise, mas os efeitos do colapso econômico serão reduzidos a partir do segundo semestre deste ano.

O terceiro trimestre foi apenas uma prévia do que será o início deste ano. Mas a perspectiva é de melhora já em 2009 ressaltou.

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