Especialista ensina o método ABCD para as finanças

Leda Rosa, Jornal do Brasil

SÃO PAULO - Quem nunca foi adepto do planejamento pode recorrer ao orçamento do tipo ABCD, categorias nas quais o A corresponde a todas as despesas com alimentação, o B aos itens básicos, nos quais se incluem pagamento de aluguel, condomínio, água, luz, telefonia e higiene pessoal. Já na letra C entram os gastos de caráter contornável.

São aqueles produtos ou serviços que tornam a vida melhor, como TV a cabo, fitness e mimos. Itens que podem ser cortados na hora do aperto detalha Fábio Gallo Garcia, professor da FGV-SP e PUC-SP, autor do método ABCD.

Sob a bandeira D estão os itens dispensáveis, que devem ser sumariamente cortados das despesas.

Aqui entram os quatro cartões de crédito ou taxas que se paga sem necessidade, como extras em telefonia ou na TV a cabo.

Garcia ressalta que os gastos devem ser divididos ainda entre os necessários e os desejados.

A partir desses dois vetores, fica fácil montar o orçamento e enquadrar cada despesa, sem esquecer o que é importante para cada pessoa. Algumas colocariam idas a restaurantes mais sofisticados na lista C. Para outras, seria um item da categoria D, porque priorizam, por exemplo, saídas noturnas. Sem responder às peculiaridades individuais, o planejamento não se sustenta.

Além de responder às preferências pessoais, outra chave do planejamento bem sucedido é a criação de metas e prazos, com monitoramento contínuo.

Ter um planejamento é um sonho para muitas pessoas, assim como emagrecer. E a maioria fracassa em ambos porque não montam um plano de emagrecimento, com metas semanais e mensais. Muitos também não acompanham os resultados e deixam de fazer pequenos ajustes no processo.