Preços ao produtor sobe 0,27% na 3ª semana do mês

SÃO PAULO, 30 de janeiro de 2009 - O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR) subiu 0,27% na terceira semana de janeiro, segundo o Instituto de Economia Agrícola, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. Nesta medição, os produtos de origem vegetal (IqPR-V) aumentaram 1,08%, enquanto o de produtos de origem animal (IqPR-A) tiveram decréscimo de 1,74%.

Os produtos com maiores altas no período foram feijão (29,33%), batata (27,39%), milho (15,88%) e soja (2,26%). "A alta nos preços dos grãos reflete a quebra de safras no Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) devido à estiagem. No Paraná a maior quebra foi do feijão, que terá produção 38,6% menor que a esperada - o volume caiu de 610,4 mil toneladas para 375 mil. Para o milho, a redução chega a 31,5%, com colheita prevista agora em menos de 6 milhões de toneladas, ante as 8,7 milhões do início do plantio. Na soja, havia a estimativa de produção de 12,8 milhões de toneladas, mas a seca deverá resultar em perdas de 17%, para 10,2 milhões", explicam os técnicos do IEA.

Os pesquisadores afirmam que as regiões de Avaré e Ourinhos também sofreram com a falta de chuvas entre novembro e dezembro, acarretando o não desenvolvimento da espiga do milho. Segundo eles, o crescimento de 76% nas exportações de milho em dezembro (em relação a novembro) e a quebra de safra Argentina também contribuíram para a elevação dos preços do grão.

Os produtos que apresentaram maiores quedas de preços na terceira quadrissemana de janeiro foram tomate (32,77%), banana nanica (14,59%), carne suína (11,89%), laranja para mesa (3,53%), amendoim (3,15%) e laranja para indústria (3,07%). Os preços do tomate começaram a voltar ao padrão normal, após a intensa alta provocada pelo excesso de chuvas nas regiões produtoras, em dezembro de 2008. Já o comportamento das cotações da laranja continuam em queda em função das cotações internacionais do suco. As do amendoim reduziram o ritmo de queda, aproximando-se do patamar mínimo, e da banana refletem a grande oferta de frutas concorrentes nessa época do ano, o que reduz a demanda.

"A queda de preços da carne suína é influenciada pela retração do consumo, em relação ao período de festa do final do ano, comportamento típico nesta época do ano. O encerramento de contratos de exportações sem que se tenham boas perspectivas de renovação, também podem estar contribuindo para redução das cotações. A expectativa é de retração das exportações e de redirecionamento da oferta ao mercado interno", dizem.

(VS - InvestNews)