Nem PIB acima do esperado segura alta do índice

SÃO PAULO, 30 de janeiro de 2009 - A volatilidade, mais uma vez, prevaleceu sobre os negócios. Aliás, essa parece ser a tônica dos mercados acionários mundiais por algum tempo. Depois de oscilar entre a mínima de 39.185 pontos (-1,14%) e máxima de 40.273 pontos (+1,6%), o índice acionário da BM&FBovespa marcou desvalorização de 0,85%, aos 39.300 pontos. O giro financeiro somou R$ 3,24 bilhões.

"O mercado está muito fraco. Não tem força nem para subir, nem para cair", ressalta Miguel Daoud, diretor da Global Financial Advisor. Nesta sexta-feira, como em todos os outros pregões com volatilidade, os negócios ficaram divididos entre indicadores econômicos e resultados corporativos trimestrais.

Durante a manhã, o governo norte-americano divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) do País contraiu-se 3,8% no quarto trimestre de 2008, sendo esta a primeira leitura do indicador. Embora o índice tenha superado as expectativas do mercado, que acreditavam em retração de 5% para o período, foi a maior queda desde o 1º trimestre de 1982. "Esse dado só corrobora com a idéia de que o PIB no 1º trimestre deste ano será ainda pior, com reflexos nos resultados corporativos dos próximos trimestres", completa Daoud.

Já a atividade industrial na região de Chicago apresentou, em janeiro, o pior resultado desde 1982. O índice Chicago PMI (Purchasing Managers Index) caiu para 33,1 pontos ante expectativa de 34,2 pontos. A divulgação de resultados corporativos negativos de importantes companhias - como a Exxon Mobil, Chevron, Procter&Gamble, NEC - também contribuíram com a volatilidade vista na primeira etapa dos negócios.

Por falar em balanços, a temporada de resultados brasileiros começa a ganhar corpo nesta segunda-feira. O Bradesco anunciará os números referentes ao período entre outubro e dezembro, antes da abertura do mercado.

Dentre as maiores altas do Ibovespa figuraram Klabin PN (+9,72%) - devolvendo as perdas registradas ontem -; Sadia PN (+3,75%) e Vivo PN (+3,61%). No sentido oposto estiveram Braskem PNA (-4,83%); VCP PN (-4,56%) e Net PN (-4,54%).

(Vanessa Correia - InvestNews)