Deságio de 21% supera expectativas, diz ANTT

SÃO PAULO, 21 de janeiro de 2009 - O Consório RodoBahia levou o último lote de rodovias que compõe a segunda etapa do Programa Federal de Concessões Rodoviárias, na Bahia, com deságio de 21% no leilão, promovido hoje na BM&FBovespa.

O vencedor ofereceu R$ 2,212 de tarifa base, frente aos R$ 2,517 apresentando pelo concorrente, a Companhia Brasileira de Rodovias. A tarifa básica teto era de R$ 2,80. O Consórcio vencedor é composto pela empresa espanhola Isolux/Corsan, além das brasileiras Engevix e Encalso, com 75%, 20% e 5% respectivamente de participação no consórcio.

"O deságio que foi proposto foi agressivo e ficou acima das nossas expectativas. Imaginávamos uma diferença um pouco menor, algo em torno de 15%", afirma Bernardo Figueiredo, diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O lote concedido é composto por: rodovia BR-116/BA trecho Feira de Santana - divisa da Bahia com Minas Gerais; BR-324, trecho Salvador-Feira de Santana; BA-526, no entroncamento da BR-324 com o entrocamento com a BR-528 e a rodovia BA-528, entrocamento BA-526 - acesso base naval de Aratu. No total foram concedidos 680,6 quilômetros que serão mantidos pela iniciativa privada pelos próximos 25 anos.

De acordo com estimativas do governo, o investimento previsto para as rodovias é de R$ 1,9 bilhão, que vai compreender em melhorias como reparos no pavimento e acostamento, adequação da sinalização, recuperação emergencial de obras de artes especiais, sistema de drenagem e tratamento da faixa de domínio, isto nos seis primeiros meses. Após isso serão implantadas 41 passarelas, haverá duplicação de rodovias e faixas adicionais. Além disso, serão implantadas 7 praças de pedágio.

"Não sabíamos como ia se comportar a concorrência, e também não imaginávamos este deságio, no entanto a situação era bastante confortável para nós. Já tinha um tempo em que discutíamos o preço", analisa Francisco Corrales, diretor no Brasil da Isolux/Corsan.

A cobrança do pedágio não tem possui prazo determinado. Com o leilão, o consórcio e a ANTT vão aguardar o pronunciamento do Tribunal de Contas para posterior assinatura do contrato. Passado seis meses da assinatura, a cobrança do pedágio poderá ser iniciada.

"Avaliação do leilão é positiva, porque estamos passando por uma conjuntura atípica no mercado. Vemos com grande satisfação as empresas que participaram do leilão", avalia Paulo Sérgio Oliveira Passos, Ministro Interino dos Transportes.

(Déborah Costa - InvestNews)

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