Após dois dias de aversão ao risco, bolsas sobem

SÃO PAULO, 21 de janeiro de 2009 - Após registrar dois dias de fortes perdas, em função de novas notícias envolvendo o setor financeiro, as principais praças acionárias de Wall Street, além da bolsa brasileira, registraram valorização na primeira etapa dos negócios. Instantes atrás, o índice acionário da BM&FBovespa marcava incremento de 1,57%, aos 37.858 pontos. O giro financeiro estava em R$ 1,4 bilhão.

O ânimo desta manhã veio com a divulgação dos resultados da IBM, que divulgou resultados trimestrais que superaram as estimativas de Wall Street mesmo diante do aprofundamento da recessão econômica. A companhia informou que seu lucro líquido foi de US$ 4,43 bilhões no último trimestre do ano, cifra 12% maior que em igual período de 2007.

Além disso, os agentes de mercado repercutem rumores sobre uma movimentação da equipe econômica de Barack Obama, empossado ontem, na elaboração de um novo plano de ajuda aos bancos norte-americanos.

Na mesma linha, uma série balanços do setor só corroborou com a idéia de que a crise ainda afeta instituições financeiras mundo afora. O Bank of New York Mellon registrou lucro líquido de US$ 61 milhões no quarto trimestre do ano passado, o que significa um recuo de 88% ante os US$ 520 milhões registrados em igual período do ano anterior. A gestora de recursos Black Rock também reportou comportamento semelhante: lucro líquido de US$ 52,96 milhões no quarto trimestre do ano passado, resultado 84% menor se comparado aos US$ 322,4 milhões registrados em igual período de 2007.

Mas, na contramão do mercado, o banco francês Société Générale anunciou hoje que prevê registrar lucro líquido de ? 2 bilhões em 2008 e espera um resultado "de equilíbrio" para o quarto trimestre do ano passado. Em comunicado, a instituição considerou que, mesmo em meio à crise, o banco vem apresentando forte resistência.

Por aqui, os investidores aguardam ansiosos pela decisão do Banco Central (BC), que definirá o rumo da taxa básica de juros Selic. As apostas de corte variam entre 0,50 ponto percentual (p.p) e 1 p.p, com a maioria estimando redução de 0,75 p.p.

(Vanessa Correia - InvestNews)

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