Perspectiva de juro menor derruba taxas

SÃO PAULO, 19 de janeiro de 2009 - A semana de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) começou agitada no Brasil com a divulgação dos dados de emprego formal, boletim Focus e os números de inflação. Nos EUA, o feriado que celebra o Dia de Martin Luther King Jr. manteve fechada a praça de Wall Street, o que reduziu acentuadamente o volume de negócios. Por lá, o clima é de otimismo com a posse do presidente eleito, Barack Obama, amanhã.

Segundo o Ministério do Trabalho, a economia brasileira cortou 654,946 vagas em dezembro, configurando o pior resultado desde 1999 e o nível mais baixo desde dezembro de 2004. Paulo Fujisaki, analista da corretora Socopa, lembra que o desemprego é uma das maiores preocupações dos governos ao redor do globo e o que tem estimulado vários cortes de juros para reaquecer o consumo e colocar a economia de volta nos trilhos. Hoje, por exemplo, a Arábia Saudita voltou a reduzir o juro para empréstimo e depósito.

Por aqui, as apostas majoritárias são de que o Copom reduzirá a Selic em 0,75 ponto percentual, para 13% ao ano. No entanto, no boletim Focus, os analistas consultados pelo BC crêem em corte menor, de 0,50 ponto. Para o fim do ano, as estimativas para a inflação medida pelo IPCA 2009 caíram de 5% para 4,8%, enquanto que as projeções esperadas para a Selic recuaram de 11,75% para 11,25%.

Refletindo essas perspectivas de juros menores, a maioria das projeções dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) negociados na BM&FBovespa fechou o dia apontando para baixo. O DI de janeiro de 2010, o mais líquido, com 131,7 mil negócios fechados, registrou taxa anual de 11,35%, contra 11,42% do ajuste de sexta-feira. Já o contrato de janeiro de 2012 recuou de 11,45% para 11,63% ao ano, seguindo também a forte queda do preço do petróleo.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)

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