Meirelles defende os 10 anos de câmbio flutuante no país

Ayr Aliski, Jornal do Brasil

BRASÍLIA - A implantação do regime de câmbio flutuante, 10 anos atrás, foi objeto de comemoração direta do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Nesta segunda-feira, em cerimônia realizada na sede do BC, em Brasília, Meirelles destacou a importância do sistema que desde 19 de janeiro de 1999 permite a flutuação das cotações do real frente ao dólar.

Seja sob a perspectiva do balanço de pagamentos, seja sob uma perspectiva macroecômica mais ampla, o câmbio flutuante no Brasil é um sucesso inquestionável disse.

Meirelles destacou que, nestes 10 anos, o valor médio do real foi de R$ 2,34 por dólar.

Curiosamente, atualmente a taxa de câmbio nominal encontra-se muito próxima de sua média histórica pós-flutuação disse, mas sem deixar de citar os picos de oscilação.

A taxa mais baixa foi de R$ 1,32 no início do câmbio flutuante, mas, em período de extremo nervosismo, às vésperas das eleições presidenciais que elegeriam o sucessor de Fernando Henrique Cardoso, atingiu seu ponto mais alto: R$ 3,96, em 22 de outubro de 2002.

Mas, mostrando-se defensor convicto do regime de oscilação cambial, Meirelles destacou que antes, sob sistema fixo, o Brasil enfrentou maus momentos, ao citar desde as crises de balanço de pagamentos nos anos 1950 e 1960, até a desaceleração econômica de 1990, chegando ao fim do regime de câmbio fixo, em janeiro de 1999. Destacou que, apesar de atualmente o câmbio flutuar influenciado por correntes de comércio, fluxos cambiais e outros fatores, o governo não está inativo, agindo quando o mercado se torna disfuncional .

O fato concreto é que o Brasil tem tido um sucesso inquestionável com o regime de câmbio disse Meirelles. Quando a taxa de câmbio flutua livremente, o ajuste de preços relativos tende a ser mais rápido e o impacto de choques externos sobre a renda e o emprego tende a ser menor do que quando o câmbio é fixo declarou.

Meirelles destacou a importância da atividade regulatória do BC no sucesso do câmbio flutuante, da estabilidade monetária e da saúde geral da economia.

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