Folha de pagamento cai no mês, mas é positiva no ano

SÃO PAULO, 13 de janeiro de 2009 - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta manhã que a folha de pagamento real da indústria encolheu 2,7% em novembro de 2008, em relação a outubro, na série ajustada. Com este resultado, o índice permanece positivo em relação ao mesmo mês de 2007 (4,1%) e no acumulado no ano (6,3%).

Ainda de acordo com o IBGE o resultado negativo de novembro é o segundo consecutivo, acumulando queda de 3,1%. O índice de média móvel trimestral ficou virtualmente estável (-0,1%) entre outubro e novembro, após quatro trimestres consecutivos com taxas positivas, quando acumulou 3,2%.

Nos principais confrontos com iguais períodos do ano anterior, os resultados prosseguiram positivos: 4,1% frente a novembro de 2007 e 6,3% igualmente no acumulado no ano e nos últimos doze meses.

O valor da folha de pagamento real, em novembro, aumentou 4,1% na comparação com igual mês do ano anterior, com incrementos salariais em treze dos quatorze locais pesquisados, a exceção ficando com a Bahia, onde recuou 0,8%. A principal contribuição positiva veio de São Paulo (4,0%), refletindo ganhos em produtos de metal (13,7%) e produtos químicos (7,9%).

Em seguida, vêm Minas Gerais (10,6%) e Paraná (5,1%). No parque industrial mineiro, os impactos mais expressivos vieram da metalurgia básica (16,8%), minerais não-metálicos (45,1%) e meios de transporte (15,5%). Na indústria paranaense, as maiores contribuições positivas concentraram-se em máquinas e equipamentos (28,8%) e alimentos e bebidas (8,3%). Por outro lado, madeira (-22,8%) registrou forte impacto negativo.

No corte por setores, a folha de pagamento real, ainda no índice mensal, cresceu em doze dos dezoito segmentos pesquisados, valendo destacar os impactos positivos de: produtos de metal (13,5%), minerais não-metálicos (19,6%), metalurgia básica (14,0%) e meios de transporte (4,0%). Do lado oposto, as quedas mais expressivas concentraram-se em calçados de couro (-6,9%) e outros produtos da indústria de transformação (-3,8%).

O valor da folha de pagamento apresentou expansão em todos os locais investigados. As maiores influências positivas foram em São Paulo (7,1%), Minas Gerais (9,6%) e Paraná (8,0%). Na indústria paulista, o destaque coube a meios de transporte (11,6%) e produtos químicos (16,4%); já na indústria mineira, sobressaíram metalurgia básica (9,9%) e meios de transporte (16,1%). Por último, no Paraná, vale mencionar máquinas e equipamentos (32,3%) e alimentos e bebidas (8,2%).

Setorialmente, em nível nacional, treze aumentaram e cinco reduziram o valor da folha de pagamento. No campo positivo, destacam-se meios de transporte (11,9%), máquinas e equipamentos (8,1%) e produtos de metal (13,2%) e, no campo negativo, calçados e artigos de couro (-6,3%) e papel e gráfica (-2,6%).

(PD - InvestNews)