Aversão ao risco puxa dólar a R$ 2,327

SÃO PAULO, 13 de janeiro de 2009 - Em meio ao clima de maior aversão ao risco, o dólar comercial emendou o segundo pregão consecutivo de ganhos. A moeda estrangeira chegou a avançar a R$ 2,33 na máxima do dia, mas fechou em alta de 1,35%, vendida a R$ 2,327. Pelo mundo, a divisa da terra do tio Sam também se valorizou frente as demais moedas, enquanto que algumas commodities caíram.

Segundo analistas, a melhora nas cotações do petróleo, os leilões do Banco Central e a alta ensaiada pelas bolsas de Wall Street contribuíram para a menor alta do dólar. No mercado de commodities, o preço do "ouro negro" voltou a subir com força diante da possibilidade de um terceiro corte da quota de produção pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Como tem feito quase que diariamente, a autoridade monetária brasileira ofertou dólares no mercado à vista de câmbio, além de injetar US$ 500 milhões por meio de leilão com compromisso de recompra futura em 4 de maio. A taxa de venda foi de R$ 2,327.

De acordo com Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK corretora, os indicadores que ainda estão por vir nos Estados Unidos devem continuar impondo um viés negativo aos mercados. Mas por outro lado, a expectativa com o pacote do presidente Barack Obama deve impedir uma piora muito expressiva nos preços dos ativos. Para esta semana, destaque nos números de inflação (índice de preços ao varejo e atacado) e para dados de atividade.

Hoje, pesaram sobre os negócios o balanço negativo da Alcoa e os comentários do presidente do Federal Reserve (Fed, BC dos EUA), que as medidas fiscais são insuficientes para recuperar a economia global se não forem acompanhadas por outros estímulos. Do lado corporativo, a gigante do alumínio anunciou prejuízo de US$ 1,19 bilhão no quarto trimestre de 2008, ou US$ 1,49 por ação, em razão de despesas e queda de 19% das vendas.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)