Após queda, Ibovespa inverte rumo com commodities

SÃO PAULO, 13 de janeiro de 2009 - Depois de uma abertura em forte queda, o índice acionário da BM&FBovespa inverteu a tendência com a valorização das commodities no mercado internacional. Instantes atrás, a bolsa brasileira apresentava incremento de 1,04%, aos 39.813 pontos. O giro financeiro estava em R$ 1,27 bilhão.

A disparada do preço do barril de petróleo no mercado internacional lidera o movimento. Após recuar mais de 7% ontem - com a expectativa por uma redução da demanda maior do que o corte na produção, anunciado pela Opep em dezembro -, a commodity subia mais de 6% nesta manhã.

Mas os investidores começaram o dia assimilando os dados de trabalho no Brasil e início da temporada de resultados corporativos, com a Alcoa. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em novembro, a indústria cortou 0,6% do contingente de empregados, o que representa a maior queda desde outubro de 2003 (-0,7%). Em relação a igual mês de 2007, o emprego na indústria apresentou a 29º taxa positiva (0,4%), mas foi o menor resultado desde outubro de 2006 (0,3%).

Já a Alcoa anunciou prejuízo líquido de US$ 1,191 bilhão (ou US$ 1,49 por ação) no quarto trimestre de 2008. No mesmo período de 2007, a companhia registrou um ganho de US$ 632 milhões (ou US$ 0,75 por ação). No acumulado do ano, o prejuízo ficou em R$ 74 milhões, ante lucro de US$ 2,56 bilhões obtidos no ano anterior.

Para completar o pacote de notícias ruins, Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), afirmou hoje que a injeção de mais capital poderá ser uma medida necessária para assegurar a estabilidade dos mercados de crédito e que o plano de resgate econômico de Barack Obama será insuficiente para promover a estabilidade financeira nos Estados Unidos. Mesmo assim, Bernanke acredita que o pacote anticrise pode dar um impulso significativo para a economia em recessão.

Ainda por lá, o déficit da balança comercial foi menor do que o esperado pelo mercado em novembro. A diferença entre importações e exportações totalizou US$ 40,4 bilhões no penúltimo mês do ano passado, enquanto o mercado aguardava um déficit de US$ 52 bilhões.

(Vanessa Correia - InvestNews)