Mercado norte-americano provoca 3ª alta seguida

SÃO PAULO, 30 de dezembro de 2008 - Pelo terceiro dia consecutivo a bolsa de valores brasileira opera em alta, acompanhado o clima positivo que toma conta do mercado norte-americano, depois da decisão do governo dos Estados Unidos de injetar US$ 6 bilhões na companhia de serviços financeiros GMAC, braço da fabricante de automóveis General Motors. Instantes atrás, o Ibovespa registrava alta de 1,48%, aos 37.610 pontos. O giro financeiro somava R$ 568,6 milhões.

Além da iniciativa do Tesouro norte-americano, para impulsionar as vendas de carros, os investidores também repercutiram dados uma melhora na atividade indústria de Chicago, que subiu de 33,8 pontos (novembro) para 34,1 pontos (dezembro), superando as previsões de analistas. No entanto, apesar de insuficiente para afetar a valorização, a queda da confiança do consumidor americano contribuiu para gerar certa cautela entre os agentes quanto ao futuro da economia da maior potência do mundo.

Ainda no plano externo, o barril do petróleo operava em torno de US$ 39 repercutindo o primeiro declínio da produção anual em sete anos - influenciado pelas preocupações de que os estoques semanais dos Estados Unidos aumentaram conforme a demanda pelo combustível diminui. O mercado estima que os estoques de gasolina tiveram o maior incremento desde o mês de agosto deste ano. Além disso, a produção de petróleo da Coréia do Sul registrou queda recorde, sinalizando que o país poderá entrar em recessão.

Internamente, os investidores engataram mesmo o ritmo de espera, com pouco negócios sendo realizados. A notícia mais importante partiu do Banco Central (BC), que anunciou um déficit nominal de R$ 8,9 bilhões nas contas públicas em novembro. Apesar disso, no ano, o déficit nominal acumulado alcançou R$ 10,8 bilhões (0,40% do PIB), representando o melhor resultado da série, iniciada em 1991, para o período. O BC também informou que a dívida pública diminuiu, caindo para 34,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em novembro, o equivalente a R$ 1,047 trilhão.

Em marcha lenta, o último pregão do ano tem o movimento influenciado pela adequação de carteira dos fundos ao novo peso dado aos papéis que foram o Ibovespa, entretanto, a composição do índice segue inalterada no primeiro quadrimestre de 2009. O índice continua composto pelas mesmas 66 ações que vigoraram entre setembro e dezembro. As ações com maior peso da composição do Ibovespa Petrobras PN (PETR4) e Vale PNA (VALE5) registravam alta de 1,42% e 1,68%, respectivamente. Já os papéis da própria BM&FBovespa (BVMF3) caíam 0,32%, para R$ 6,13.

(Vanessa Stecanella - InvestNews)