EUA anima e índice fecha último pregão em alta

SÃO PAULO, 30 de dezembro de 2008 - O otimismo vindo dos Estados Unidos coroou o mercado acionário brasileiro no último pregão de 2008. O Ibovespa cravou a terceira alta consecutiva, apesar de um ano ´catastrófico´ para a renda variável. Nem mesmo a queda repentina do petróleo desanimou. O Ibovespa encerrou o dia com alta de 1,32% aos 37.550 pontos . O giro financeiro somou R$ 2,6 bilhões. No mês, a bolsa acumula ganho de 2,60%.

A grande notícia do dia foi a injeção pelo governo dos Estados Unidos de US$ 6 bilhões na companhia de serviços financeiros GMAC, braço da fabricante de automóveis General Motors. A decisão animou os investidores e elevou os ganhos dos mercados acionários no mundo todo.

Em Nova York, as bolsas norte-americanas operavam com alta superior a 1,5%. Na Europa, os índices acionários também repercutiram bem a notícia vinda da terra do ´Tio Sam´ e encerraram o pregão de hoje com valorização de 1,70% (Londres), 2,76% (Paris) e 2,24% (Frankfurt).

A animação contrapôs a notícia ruim divulgada hoje de que o consumidor norte-americano está desacreditado na recuperação da economia. Hoje, Conference Board mostrou que a confiança dos consumidores ( 38 pontos) é a pior da história.

Estes dados ajudaram a aumentar a perspectiva de que, com desconfiança, o consumo vai cair e a demanda por petróleo também, o que fez com que a commodity caísse 2,1% hoje. "Nem mesmo esta queda do petróleo foi capaz de desanimar os investidores e derrubar as ações da Petrobras", afirmou Perfeito.

Os papéis ordinários e preferenciais da estatal encerraram o pregão de hoje com alta de 1,42% cotados a R$ 22,84 e R$ 27,49, respectivamente. No ano, entretanto, as ações da empresa acumulam queda de mais de 48%.

Mesmo com este alívio no último pregão do ano, o índice acionário da BM&FBovespa amargou em 2008 a pior queda anual desde 1972 com desvalorização de 41,22%.

"Foi um ano muito trabalhoso. Muita coisa nova ocorreu e ninguém esperava uma crise tão aguda como a que ocorreu", desabafa André Perfeito, da Gradual Corretora. Para ele, este ano pode ser dividido em dois momentos importantes: a crise pesada de desconfiança que começou no mercado imobiliário é contagiou o setor financeiro e o ´rally´ das commodities. Para se ter uma idéia em junho o petróleo custava US$ 140 e, fechou hoje a US$ 39,18 (WTI).

"Ainda no Brasil, o câmbio se comportou de forma nada comportada", afirma Perfeito.

(Priscila Dadona - InvestNews)