Dívida mobiliária federal ultrapassa R$ 1,244 tri

SÃO PAULO, 30 de dezembro de 2008 - A dívida mobiliária federal fora do Banco Central, avaliada pela posição de carteira, totalizou R$ 1.244,4 bilhões em novembro, o que representa 41,5% do Produto Interno Bruto (PIB), anunciou hoje o Banco Central (BC). O montante corresponde a um acréscimo de R$ 18,1 bilhões em relação ao mês anterior. "O resultado refletiu emissões líquidas de R$ 4,3 bilhões, incorporação de juros de R$ 12,6 bilhões e elevação de R$ 1,2 bilhão em decorrência da depreciação cambial", ressalta a Nota e Política Fiscal.

Segundo o BC, em novembro, o destaque foi as emissões líquidas de R$ 6,7 bilhões em LFT e de R$ 3,3 bilhões em LTN; e os resgates líquidos de R$ 6 bilhões em NTN-B e de R$ 400 milhões em créditos securitizados.

Além disso, a participação por indexador registrou a seguinte evolução, em relação a outubro: a porcentagem dos títulos atrelados ao dólar passou de 0,8% para 0,9%; a dos títulos vinculados à taxa Selic evoluiu de 29,2% para 30,1%, em razão de emissões líquidas de LFT; a dos títulos prefixados elevou-se de 25,3% para 26%, devido a emissões líquidas de LTN; e a dos títulos vinculados a índices de preços permaneceu em 23,9%, apesar da ocorrência de resgates líquidos de NTN-B.

De acordo com o BC, essas alterações foram compensadas pelas operações compromissadas, cuja participação reduziu-se de 19,5% para 17,8%, no mesmo período, em razão de compras líquidas de títulos, que alcançaram R$ 30 bilhões. Levando-se em conta as operações de swap cambial, a participação referenciada ao câmbio passou de 1,1% para 2,6%, enquanto a vinculada à taxa Selic reduziu-se de 28,9% para 28,4%.

Ao final de novembro, a estrutura de vencimento da dívida mobiliária em mercado era a seguinte: R$ 28,4 bilhões, 2,3% do total, com vencimento em 2008; R$ 296,6 bilhões, 23,8% do total, com vencimento em 2009; e R$ 919,5 bilhões, 73,9% do total, vencendo a partir de janeiro de 2010.

A exposição total líquida nas operações de swap cambial em novembro alcançou R$26 bilhões. O resultado dessas operações (diferença entre a rentabilidade do DI e a variação cambial mais cupom) foi desfavorável ao Banco Central em R$ 6 milhões, no conceito caixa, valor contemplado na apuração das necessidades de financiamento do setor público.

(VS - InvestNews)