Alemanha planeja pacote de ajuda de US$ 35 bilhões

Jornal do Brasil

BERLIN - O governo alemão planeja limitar para 25 bilhões de euros (US$ 35 bilhões) um pacote de medidas econômicas para ajudar a maior economia da Europa a lidar com a recessão, disse ontem um importante líder político do país. De acordo com jornais alemães, o alcance do programa é menor do que os 40 bilhões de euros previamente divulgados para novos projetos, já que o país quer aderir às regras de déficit da zona do euro e é contra encorajar países como a França e a Itália a quebrá-las.

A Alemanha já aplicou medidas de estímulo que o governo afirma somarem 31 bilhões de euros, mas o gabinete da chanceler Angela Merkel está sendo pressionado para fazer mais para incentivar a economia, que já está em recessão.

Ingolf Deubel, ministro das Finanças do Estado de Renânia-Palatinado, confirmou o número de 25 bilhões de euros para o segundo pacote de estímulo econômico da Alemanha.

Deubel, que participou de reunião de autoridades dos 16 Estados da Alemanha com a chefe de gabinete de Angela Merkel, afirmou que não se sabe ainda quanto dos 25 bilhões de euros será usado para novos investimentos. Alguns economistas afirmam que a Alemanha está enfrentando a pior crise desde a Segunda Guerra Mundial.

Vários bilhões de euros serão disponibilizados para investimentos informou o jornal Sueddeutsche Zeitung, ao citar uma fonte do governo.

Merkel tem afirmado que vai considerar novas medidas em janeiro e que vai se encontrar com líderes de partidos da coalizão em 5 de janeiro.

Impostos

Alguns economistas e políticos têm pedido cortes de impostos, mas Merkel até agora afirmou que não haverá reduções antes da eleição marcada para setembro.

Um porta-voz do Ministério das Finanças afirmou que nenhuma decisão concreta foi tomada sobre novas medidas. Autoridades, entretanto, estão avaliando várias opções. O porta-voz reiterou que nenhuma medida concreta será tomada em 5 de janeiro, mas a imprensa alemã informou que a coalizão decidirá oficialmente sobre os planos em 12 de janeiro.

Segundo o Sueddeutsche, a razão para um pacote menor foi o apoio ao pacto de Estabilidade e Crescimento da zona do euro, sob o qual o déficit orçamentário dos membros não deve exceder 3% do Produto Interno Bruto (PIB).

Nos últimos anos, a Alemanha deu grandes passos para consolidar seu orçamento, mas se preocupa que outras nações permitam a ampliação de seus déficits, atitude que pode estimular a inflação.

O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Tritchet, afirmou recentemente que os países da zona do euro devem refletir cuidadosamente sobre o volume de déficit que acumularam para recuperar suas economias.