Indicadores econômicos dos EUA são destaques

SÃO PAULO, 23 de dezembro de 2008 - Mesmo com a proximidade de final de ano, as tensões seguem nos principais mercados acionários mundiais. A agenda de indicadores norte-americanos e europeus é o motivos das preocupações. Há pouco, o Ibovespa com vencimento em fevereiro registrava valorização de 0,51%, aos 38.800 pontos, nas negociações futuras da BM&FBovespa.

"Ontem, em dia de baixa liquidez devido à proximidade do final do ano, a bolsa brasileira sofreu queda significativa de 3,9%, acompanhando o pessimismo de Wall Street em torno do pacote de ajuda às montadoras norte-americanas, além da continuidade de fraco desempenho da economia", segundo relatório da SLW Corretora.

O principal destaque desta terça-feira é a apuração final do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano, referente ao terceiro trimestre deste ano. O indicador deverá mostrar queda de 0,5% no período (taxa anualizada), de acordo com estimativas de analistas de mercado, contra crescimento de 2,8% no trimestre anterior. Na última apuração, referente ao 3º trimestre, a queda do PIB já tinha atingido 0,5%, com destaque para a retração de 3,7% dos gastos de consumo privado.

"A economia norte-americana deverá apresentar uma contração bem mais acentuada no quarto trimestre. Os analistas projetam que a retração do PIB poderá chegar a 4% ou mais neste período, devendo prosseguir pelos dois primeiros trimestres de 2009 - recuo de 2,5% e 0,5% no primeiro e segundo trimestres do ano que vem, respectivamente", segundo relatório da Concórdia Corretora.

Além da divulgação do PIB norte-americano, estão previstas as publicações do índice que mede a confiança do consumidor, medida pela Universidade de Michigan; das vendas de imóveis novos e usados; e da atividade industrial pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Richmond.

O Reino Unido também divulgou seu PIB referente ao terceiro trimestre deste ano. A economia da região apresentou contração de 0,6%, ante estagnação econômica no segundo trimestre de 2008. A expectativa dos analistas apontava para uma retração de 0,5% entre os meses de julho e setembro deste ano.

(Vanessa Correia - InvestNews)