Trevisan prevê que colapso global terá curta duração

Pedro Vieira, JB Online

RIO - A crise não tem dado trégua, mas o empresário e contabilista Antoninho Marmo Trevisan mostra otimismo quanto à duração do colapso que abala desde setembro os mercados mundiais. Em palestra sobre o impacto da crise na gestão das empresas, depois de inaugurar a filial carioca da escola de negócios Trevisan, na terça-feira, o empresário indicou caminhos e deu esperança para os empresários.

A crise veio de fora para dentro e uma parte dela está ligada à atitude ponderou Trevisan. Tem gente que acha que só porque a crise de 29 durou quatro anos, essa também vai durar. Não vai.

Segundo o contabilista, não foi a crise, por exemplo, que levou a GM à concordata, pois a empresa se arrastava há 10 anos se arrastando. As empresas brasileiras não estão na mesma situação, estão bem capitalizadas explicou Trevisan, acalmando os pessimistas. Temos uma situação favorável. A nossa reserva cambial é de US$ 193 bilhões. Os investimentos no país que podem sair de imediato somam US$ 118 bilhões. Se tirarem todo o dinheiro ainda teremos capital. Não vamos quebrar.

Porém, Trevisan admitiu que tanto os exportadores, como os importadores estão tendo problemas com a crise financeira.

Quem traz os produtos, aumentou seu custo, assim como os exportadores não encontram compradores lá fora sentenciou, mostrando o lado positivo. Isso favorece as empresas brasileiras e seus produtos, que ficam mais em conta do que os importados.

O presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Rio, Antonio Miguel elogiou a palestra:

Trevisan consegue ser direto, com conteúdo, e sem economês.