Crise poderá levar estatal a suspender projetos

SÃO PAULO, 10 de dezembro de 2008 - A crise financeira ingternacional, dependendo de sua duração, poderá levar a Petrobras suspender os projetos que se tornarem economicamente inviável por causa da queda no preço do petróleo. Admitiu o presidente da empresa, Sergio Gabrielli, ao falar hoje sobre a situaçãoda estatal.

"A queda do preço do petróleo poderá levar a que vários projetos, poços e campos, passem a não ser economicamente viável e isto faz com que haja uma contração da oferta", disse.

Para o presidente da Petrobras ainda é difícil visualizar com clareza as conseqüências da queda no preço do petróleo nos custos de toda cadeia da indústria petrolífera.

"Por outro lado, este nível de custos depende fortemente da cadeia de suprimento para a indústria do petróleo, que teve nesses dois últimos anos um crescimento extraordinário. Portanto, como a queda no preço do petróleo no curto prazo foi muito rápida, o efeito disto sobre o custo ainda não está muito claro", afirmou.

Gabrielli disse, no entanto, que a Petrobras está numa posição confortável entre as empresas do setor petrolífero porque dispõe dos melhores projetos e em condições favoráveis para quando a economia mundial voltar a crescer.

"A indústria do petróleo não é instantaneamente bem ajustada, então decisões tomadas hoje tem efeitos para daqui a sete, oito anos - e não têm como ser recuperadas. Portanto, a nossa posição é ótima neste quadro [de crise], porque somos, entre as empresas, a que tem os melhores projetos. Portanto, temos uma perspectiva de estar bem situada na retomada [do crescimento mundial]", disse.

Ele admitiu que a crise financeira internacional provocará uma redução nos investimentos do setor petrolífero fazendo com que o crescimento futuro dos projetos seja reduzido.

"Com certeza vai haver uma contração de investimentos de uma maneira geral, e isto vai fazer com que o crescimento futuro dos projetos venha ser mais lento, e isto, conseqüentemente, provocará uma retomada do preço [do barril] no futuro. Qual é este futuro? Qual é esse nível? Não sabemos", afirmou.

As informações são da Agência Brasil.

(Redação - InvestNews)